A Vibra Energia (VBBR3), que atua na distribuição e comercialização de combustíveis, reportou que a Dynamo aumentou a participação na companhia para 5,4%, poucos dias depois de ter proposto, juntamente com a Verde Asset e a Bogari, candidatos para assumir o conselho de administração da empresa.
Na semana passada, as três gestoras lançaram uma chapa para a eleição do conselho de administração da Vibra. A votação será durante assembleia geral de acionistas prevista para 28 de abril.
Os candidatos são pessoas conhecidas do mercado. O presidente do conselho seria Sergio Rial, que ocupa o mesmo cargo no Santander e já foi presidente da instituição financeira. O restante da chapa seria formado por Fábio Schvartsman, ex-Vale, Walter Schalka, CEO da Suzano e ex-presidente da Votorantim, e Nildemar Secches, ex-CEO da Perdigão.
Além destes, a equipe contará com duas profissionais com experiências em negócios voltados ao meio ambiente: Ana Toni, ex-conselheira do Greenpeace e diretora do Instituto Clima e Sociedade, e Clarissa Lins, fundadora da Catavento, consultoria de estratégia e ESG, e ex-presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).
O restante do time será formado por Carlos Piani, Mateus Affonso Bandeira e Pedro Santos Ripper, membros atuais do conselho de administração.
A Vibra, antiga BR Distribuidora, era subsidiária da Petrobras (PETR4) até 2019, e a nova diretoria será a primeira após a cisão com a estatal.
O aumento da participação da Dynamo na Vibra eleva também a quantidade de ações detidas pelos participantes de um acordo de acionistas que envolve, além da gestora, o Samambaia Master Fundo de Investimento e Ronaldo Cezar Coelho, maior acionista individual da companhia.
Quando o acordo foi anunciado, em outubro do ano passado, este bloco de acionistas detinha 167,3 milhões de ações da Vibra, ou 14,4% do capital social. Agora, aumentou a participação na empresa para 176,8 milhões de ações, ou 15,2%.