A Vibra, ex-BR Distribuidora, reportou lucro líquido de R$ 598 milhões durante o terceiro trimestre de 2021, crescimento de 78,5% frente ao mesmo período do ano passado, quando havia lucrado R$ 335 milhões. Em relação ao trimestre anterior, o avanço foi de 56,5%.
“Tal resultado foi influenciado pelo maior lucro bruto no período em decorrência dos maiores volumes vendidos e maiores margens de comercialização. Além disso, reconhecemos o resultado positivo de R$ 162 milhões referente ao IRPJ/CSLL recolhidos desde 2016 sobre atualizações monetárias de indébitos tributários judiciais e administrativos”, destacou a companhia no relatório divulgado na segunda-feira, 15.
O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em português) ajustado, que desconsidera os efeitos não recorrentes, somou R$ 1,185 bilhão entre julho e setembro, valor 42,1% superior no comparativo ano a ano. A valorização é mais modesta contra o segundo trimestre, de 16,4%.
A margem Ebitda ajustada, por sua vez, caiu 0,6 ponto percentual em um ano, a 3,3%. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, a margem retraiu 0,2 ponto percentual.
Já a receita líquida da Vibra atingiu a marca de R$ 35,6 bilhões, salto anual de aproximadamente 69%. Na comparação com os meses de abril a junho de 2021, o crescimento foi de 23%.
O volume de vendas da distribuidora apresentou expansão trimestral de 16,6%, para 10,3 mil metros cúbicos. Na comparação anual, houve crescimento de 9,2% em função de maiores vendas de diesel (+7%), ciclo otto (+6%), óleo combustível (+231%) e combustíveis de aviação (+108%).
Quanto ao endividamento líquido, de R$ 8,2 bilhões, houve aumento de R$ 1,5 bilhão devido ao pagamento de R$ 1,1 bilhão aos acionistas em forma de proventos, resultando em uma alavancagem (relação da dívida líquida e do Ebitda ajustado) de 1,6 vez ao final de setembro, ante 1,3 vez no mesmo período de 2020.
No pregão desta terça-feira, 16, as ações da Vibra (VBBR3) subiam 1,54%, a R$ 23,12, por volta das 11h25. Em um ano, os papéis acumulam ganhos da ordem de 18% na B3.
→ Acompanhe a cotação em tempo real e veja mais indicadores da companhia pelo TradeMap