Lá vamos nós de novo: mercados tombam com variante africana; veja os cenários

Como em 2020, o sentimento é de pânico. Os mercados tombam com a chegada de uma variante africana

A preocupação que já circulava nos mercados parece ter se concretizado nesta sexta, com a variante africana tomando as atenções.

Foto: Pixabay

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A preocupação que já circulava nos corredores das Bolsas mundo afora parece ter se concretizado nesta sexta-feira (26). Uma nova cepa da Covid-19, a variante africana B.1.1.529, levanta a ameaça de novos lockdowns globais em um contexto já frágil na Europa.

Assim como aconteceu em março de 2020 — embora em grau ainda muito menor — os mercados entraram em modo de pânico e as vendas generalizadas começaram no pregão asiático. As principais Bolsas da região encerraram os negócios no vermelho.

No Velho Continente, o movimento também é de aversão a risco, o que deve ser refletido logo na abertura dos mercados nos Estados Unidos. 

O VIX, conhecido como índice do medo, dispara 38%, chegando ao maior patamar desde março. Veja o desempenho dos principais índices, por volta das 10h10 (horário de Brasília):

  • Ibovespa: -1,50%
  • Dow Jones futuro: -2,20%
  • S&P 500 futuro: -1,76%
  • Nasdaq futuro: -1,26%
  • Dax 30 (Alemanha): -2,95%
  • FTSE 100 (Londres): -2,79%
  • IBEX 35 (Espanha): -3,86%
  • FTSE MIB (Itália): -3%
  • Euro Stoxx 50: -3,37%
  • Nikkei 225 (Japão): -2,53%
  • Hang Seng (Hong Kong): -2,67%
  • Shanghai (China): -0,56%

Commodities são infectadas pela variante africana

O impacto dos mercados, naturalmente, também chega às commodities. 

Por volta do mesmo horário, o barril de petróleo Brent recuava 5,13% em Londres, nos contratos futuros para janeiro de 2022, para US$ 78,06, no menor patamar desde o final de setembro. Essa é a maior queda diária desde julho. 

Por aqui, isso deve fazer o preço das ações da Petrobras (PETR4) e demais petroleiras na Bolsa brasileira. Na abertura do pregão local, os papéis preferenciais da estatal caíam 3,85%, caracterizando o medo dos investidores com a menor demanda pelo óleo.

O impacto também chega às aéreas, como Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4), que caem 8,30% e 6,34%, respectivamente.

O minério de ferro, por sua vez, tombou 6,65% na Bolsa de Dalian, na China. A tonelada da matéria-prima encerrou o pregão negociada a US$ 90, queda de 59% desde a máxima histórica, atingida em maio desde ano.

Acompanhando o movimento, as ações da Vale (VALE3) apresentavam perda de 4,09% na abertura. As siderúrgicas Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4) também operam no vermelho.

A Bolsa brasileira também será particularmente influenciada pela curta liquidez. O pregão dos Estados Unidos será encerrado às 15h (horário de Brasília), o que pode trazer grande volatilidade aos papéis.

Porto seguro

Em um dia de aversão a risco, os investidores buscam segurança. No mercado financeiro, o sinônimo de segurança são as Treasuries, os títulos públicos dos Estados Unidos, considerados os papéis mais seguros do planeta.

O rendimento das Treasuries de 10 anos cai 0,098 ponto porcentual nesta manhã, para 1,543%. Parece pouco, mas é uma redução de quase 6% em relação à taxa de ontem. O rendimento tem sentido contrário ao preço dos títulos, mostrando que a demanda pelos papéis é intensa. 

O DXY, índice que compara o dólar a uma cesta de moedas fortes, como euro e libra, recua 0,56%, mas a divisa americana avança contra moedas emergentes, como o real.

O dólar futuro, para dezembro de 2021, sobe 0,57% nesta manhã, para R$ 5,677, após abrir o dia em alta de mais de 1%. 

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Fonte: TradeMap

Por outro lado, o Bitcoin ainda luta para fazer jus à sua concepção de reserva de valor, assim como ocorreu com a disseminação da pandemia, no ano passado.

A moeda digital recua 6,85% nas últimas 24 horas, para R$ 308,62 mil, voltando ao menor patamar desde o início de outubro, perfazendo uma queda de 19% desde a máxima histórica, atingida em novembro.

Fonte: TradeMap/Mercado Bitcoin
Fonte: TradeMap/Mercado Bitcoin

Por outro lado, os futuros do ouro sobem cerca de 1%, sendo negociados a US$ 1.802,10 a onça-troy.

O que se sabe sobre a B.1.1.529

Até agora, já foram detectados 77 casos da variante B.1.1.529 na província de Gauteng, na África do Sul; quatro registros em Botswana; e um em Hong Kong, em um caso de viajante que passou pela África do Sul. 

Há pouco, o Ministério da Saúde de Israel anunciou a detecção de um novo caso da nova variante. O país bloqueou a entrada de viajantes de sete países africanos. 

A Europa, que já vinha observando o aumento dos casos em função da baixa adesão à vacinação em meio ao clima frio, pode restringir voos vindos do continente africano. A informação foi confirmada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta madrugada.

Ainda existem poucas informações sobre a gravidade e transmissibilidade da variante africana, mas especialistas dizem que a leitura inicial é de que a B.1.1.529 mostra-se mais perigosa que outras variantes, como Delta e Beta. A Organização Mundial da Saúde (OMS) deve se manifestar ao longo do dia. 

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