A Vale (VALE3) divulgou na quarta-feira (7) novas projeções para a produção de níquel e cobre para os próximos anos. A mineradora, que vê a demanda por estes metais básicos crescendo mais rápido que a oferta por causa do crescimento do mercado de veículos elétricos, pretende aumentar a produção de ambos nos próximos anos.
Em relação ao níquel, a empresa estima que o volume de produção do material fique entre 230 e 245 mil toneladas por ano no médio prazo. Até então, a Vale previa uma produção de 175 a 190 mil toneladas de níquel por ano em 2022 e 2023, que aumentaria para mais de 200 mil toneladas por ano após 2024.
A mineradora também divulgou que, no longo prazo, pretende produzir 300 mil toneladas por ano de níquel.
Até 2030, a companhia estima que o mundo demande cerca de 6,2 milhões de toneladas de níquel, um valor 44% maior que a demanda atual. Ao mesmo tempo, calcula que a partir de 2027 o mercado entrará numa situação de déficit – ou seja, que haverá menos níquel que o necessário.
“A Vale está posicionada de forma única para a transição energética global”, afirmou a mineradora em apresentação divulgada ao mercado na quarta.
Já a demanda global por cobre, material que é utilizado em baterias de veículos e sistemas de energias renováveis, deve avançar 20% até o ano de 2030, para 37 milhões de toneladas por ano, nas contas da Vale. E neste mercado a mineradora também espera um déficit, mas a partir de 2025.
Com isso, a empresa aumentou seu guidance de produção para o material para uma faixa de 390 a 420 mil toneladas por ano no médio prazo e para mais de 900 mil toneladas por ano no futuro.
Anteriormente, a empresa estimava um volume de produção de cobre entre 270 e 285 mil toneladas em 2022, entre 390 e 420 mil toneladas por ano entre 2023 e 2026 e em mais de 450 mil toneladas por ano após 2027. “O crescimento da oferta do cobre será impulsionado pela Indonésia, com Canadá e Austrália desempenhando um papel fundamental no processo”, afirma a mineradora.