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UBS BB eleva ação do Banco Inter (BIDI11) para compra; papel sobe quase 15%

UBS BB eleva ação do Banco Inter (BIDI11) para compra; papel sobe quase 15%

Preço-alvo para as ações foi reduzido de R$ 81 para R$ 46

Foto de fachada de um prédio do Inter, com foco no logo

Foto: Divulgação

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Apesar de ter diminuído o preço-alvo para as ações do Inter de R$ 81 para R$ 46 daqui a 12 meses, a equipe de analistas do UBS BB Investment Bank revisou a recomendação para os papéis do banco de neutra para compra em relatório distribuído nesta sexta-feira, 7. Por volta das 15h30 desta sexta, a ação da companhia era negociada em alta de 14,99%, a R$ 26,62.

O corte feito pelo UBS BB no preço-alvo da companhia reflete projeções mais altas feitas pelos analistas para o custo do patrimônio líquido do banco, de 12,9% para 14,1%, e estimativas menores para o lucro entre 2021 e 2023.

Na visão do UBS, o custo sobre o patrimônio do Inter pode subir, seguindo a alta na curva de juros no Brasil, que não pode ser descartada. Atualmente, nos bancos brasileiros, esse indicador encontra-se em uma média de 13,5%.

Mesmo quando considera que o custo sobre o patrimônio do banco chegue a 15,8%, o UBS ainda enxerga espaço para a valorização das ações. Neste cenário, porém, o preço-alvo para o papel cairia ainda mais, para R$ 34.

A instituição acredita, porém, que os investidores estejam focados demais no aumento do custo do patrimônio e subestimando fatores como o potencial de alta no preço da ação, favorecido por novas iniciativas do banco e o desconto dos papéis em relação aos concorrentes. Além disso, o UBS afirma que, nos níveis atuais, a deterioração do cenário macroeconômico já está precificada.

Ao levar em conta todo esse cenário, incluindo a queda recente no preço dos papéis do banco, o UBS BB avalia que a chances estejam atualmente voltados para o upside, ou seja, para uma alta das ações. Outros fatores que podem funcionar como gatilhos de valorização, segundo a instituição, são possíveis M&As (processos de fusões e aquisições), progresso na monetização da base de clientes e uma possível listagem das ações do banco na Nasdaq. A listagem nos EUA, inclusive, é vista pelo UBS como um dos pontos importante da agenda do Inter neste ano.

Mas a instituição destaca que um dos principais fatores que devem beneficiar o banco daqui para a frente é a precificação dos juros oferecidos no cartão de crédito, que estão entre os menores do mercado. Por outro lado, os maiores riscos para a performance da companhia são o aumento da concorrência, desafios no processo de monetização e mudanças regulatórias no setor.

Projeções

O Inter atingiu 13,9 milhões de clientes no terceiro trimestre de 2021, contra 8,5 milhões no fim de 2020. A venda cruzada também vem crescendo rapidamente, de 2,7 produtos por cliente no quarto trimestre de 2019 para 3,4 no terceiro trimestre de 2021. A projeção do próprio Inter é que o número de clientes seja de 24 milhões no fim de 2022.

Para o período entre 2021 e 2031, o UBS revisou para baixo a expectativa de ritmo de crescimento do lucro, de 26% para 18%, de modo que a projeção de ROE (retorno sobre o patrimônio) para o longo prazo recuou de 29% para 25%.

O crescimento do crédito, por sua vez, deve ter encerrado 2021 em 95% e poderá desacelerar para 60% em 2022, segundo o UBS.

Cenários

O UBS desenhou um cenário mais otimista para o banco em relação ao que o fez cortar o preço-alvo. Nele, a instituição prevê o crescimento de 65% no crédito em 2022, a expansão da margem em 110 pontos-base na comparação anual, patamar de 3,8% do CoR (taxa de operação combinada), avanço de 720% do lucro, custo do patrimônio de 13,9% e índice de distribuição de dividendos, de 78%. Neste caso, a instituição avalia que as ações do Inter atingiriam o patamar de R$ 65.

Já num contexto mais pessimista, o preço-alvo do banco é de R$ 12 por ação, e considera um crescimento de crédito de 55% neste ano, expansão de margem de 90 pontos-base, CoR de 4%, queda de 44% nos lucros, custo sobre o capital de 14,5% e índice de distribuição de dividendos de 70%.

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