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Tesouro Direto: taxas dos títulos públicos sobem com conflito na Ucrânia; juros do Tesouro IPCA alcançam máxima no ano

Tesouro Direto: taxas dos títulos públicos sobem com conflito na Ucrânia; juros do Tesouro IPCA alcançam máxima no ano

Alta dos prêmios reflete movimento de aversão a risco com o início da invasão militar da Rússia e preocupação com inflação

Renda Fixa x Poupanca
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As taxas dos títulos públicos negociados por meio do Tesouro Direto sobem nesta quinta-feira (24), com os papéis atrelados à inflação alcançando as máximas no ano. O movimento reflete o aumento da aversão a risco, com o início da invasão militar da Rússia na Ucrânia, e preocupações com aumento da inflação.

Às 15h22, a taxa do Tesouro IPCA com vencimento em 2026 subia de 5,40% no último fechamento para 5,49%, enquanto o prêmio do papel com prazo em 2035 avançava de 5,69% para 5,76%. Já a taxa do mesmo título para 2055 com pagamento de juros semestrais subia de 5,70% para 5,74%.

Entre os papéis com retornos prefixados, os com prazos mais curtos tinham maior avanço. A taxa do título com vencimento em 2025 avançava de 11,32% para 11,45%, enquanto a do papel para 2033 com juros semestrais subia de 11,52% para 11,66%.

Quando a taxa do papel sobe, os preços dos títulos emitidos no mercado com um rendimento menor caem, mas o investidor só vai ter perda se vender nesses momentos de queda, antes do vencimento.

O movimento no mercado local reflete a alta das taxas de juros globais diante do movimento de aversão a risco e da perspectiva de o aumento dos preços das commodities, principalmente o petróleo, impactar a inflação.

O preço do barril de petróleo subia 1,45% às 15h50, cotado a US$ 95,41 depois de ultrapassar o patamar de R$ 100, maior nível desde 2014.

Em meio a riscos de inflação persistentes dos preços de commodities e industriais, o Santander revisou a projeção para o IPCA e para taxa Selic hoje. O banco aumentou a previsão para inflação para 2023 de 3,5% para 3,7%, acima da meta do Banco Central, de 3,25%, e manteve a estimativa para 2022 em 6%.

“O nível e a composição da inflação continuam sendo uma preocupação, e projetamos convergência para a meta intermediária apenas em 2024 (em 3,00%)”, apontou o banco, em relatório.

Com isso, o Santander alterou o cenário para a taxa Selic e agora espera que a taxa básica encerre o ciclo de aperto monetário em 12,50%, ante 12,25% da projeção anterior, com uma alta deum1 ponto percentual na reunião do Banco Central em março e outra de 0,25 ponto, em junho. “Projetamos cortes de juros apenas no primeiro trimestre de 2023, condicionados a sinais de política econômica.”

O banco continua vendo riscos no quadro fiscal e na estabilização da dívida pública no longo prazo, principalmente após as recentes mudanças, que incluem a flexibilização do teto de gastos.

A alta do preço dos combustíveis aumenta a preocupação com o tema. Existem dois projetos de Lei sobre o assunto no Senado, cuja tramitação deve ser retomada após o Carnaval.

O PLP 11/2020, que determina alíquota unificada e em valor fixo para o ICMS sobre combustíveis em todo o país, e o PL 1472/2021, que cria uma conta para financiar a estabilização dos preços dos combustíveis.

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