Taxa de desemprego recua a 5,6% em maio, em linha com expectativa do mercado

Fonte: Shutterstock/Danielli Souza

A taxa de desocupação no Brasil atingiu 5,6% no trimestre móvel encerrado em maio de 2026, resultado que veio exatamente em linha com a projeção do mercado. O dado reforça a percepção de estabilidade estrutural do mercado de trabalho doméstico ao se manter estatisticamente nivelado com o trimestre terminado em fevereiro, quando marcou 5,8%, além de registrar um recuo de 0,6 ponto percentual em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Esse quadro de estabilização do emprego foi acompanhado por uma expansão trimestral de 0,5% na população ocupada, totalizando 102,7 milhões de trabalhadores, com destaque para as contratações nos setores de administração pública e transportes, enquanto o contingente de desocupados permaneceu estável em 6,1 milhões de pessoas.

A qualidade do cenário de emprego também foi chancelada pela melhora expressiva nos indicadores de subutilização e de desalento, uma vez que a taxa composta de subutilização recuou 0,8 ponto percentual frente ao trimestre anterior para se situar no patamar de 13,3%, enquanto a população desalentada caiu 10,2% na margem para o total de 2,4 milhões de pessoas. Do lado da renda, a taxa de informalidade apresentou um recuo marginal para 37,3% da população ocupada e o rendimento real habitual dos trabalhadores manteve-se firme ao registrar um valor médio de R$ 3.726, o que representa uma expansão de 4,0% em comparação com igual período do ano passado e consolida a tendência de alta na massa salarial, que atingiu o montante de R$ 377,7 bilhões no encerramento deste relatório amostral da Pnad Contínua.

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