A Taurus, fabricante brasileira de armas e um dos principais nomes do mercado global, quase triplicou o lucro líquido no primeiro trimestre deste ano, ao somar ganhos de R$ 195 milhões, alta de 186,3% em relação aos primeiros três meses do ano passado, mostra balanço divulgado na noite desta terça-feira (10).
O resultado foi impulsionado por uma demanda que segue acima da média histórica nos Estados Unidos, o principal mercado consumidor das armas produzidas pela Taurus, ainda que os volumes tenham caído em comparação ao pico de vendas vivido nos anos de 2020 e 2021.
A companhia ressaltou que os Estados Unidos têm experimentado uma desaceleração do consumo. No primeiro trimestre, foram 407 mil armas vendidas no país, pouco abaixo das 409 mil unidades vendidas em igual período do ano passado e 100 mil a menos que o recorde do segundo trimestre de 2021.
A empresa, contudo, está “mantendo patamar superior ao observado nos anos anteriores ao grande ‘boom’ vivido em 2020″, que se manteve “bastante forte” em 2021.
Não por acaso, a produção média de armas por dia caiu para 9 mil no primeiro trimestre de 2022, contra uma média de 9,3 mil ao longo de 2021, mas praticamente o dobro do patamar de 2018, de 4,6 mil por dia.
Segundo a companhia, com o fim do boom de demanda, a sazonalidade do mercado de armas ficará mais perceptível em 2022. “Os meses de junho a agosto, com as férias de verão no hemisfério norte, tendem a experimentar demanda mais retraída”, destacou a empresa, que no ano passado tornou a maior vendedora de armas curtas do mundo.
No primeiro trimestre, a Taurus teve uma receita operacional líquida de R$ 676,6 milhões, alta de 22,8% em comparação a igual período do ano passado. O Ebitda ajustado, por sua vez, somou R$ 242,6 milhões, expansão de 37,6%.
A margem Ebitda ajustada atingiu 35,9% nos primeiros três meses de 2022, avanço de 3,9 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2021.