A Latam Airlines tem até amanhã para apresentar seu plano de reorganização, conforme definido pelo Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York e segundo informado pela empresa no balanço do terceiro trimestre.
A empresa aérea entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11) em julho de 2020, após ter as operações duramente afetadas pela pandemia do coronavírus.
A Latam tem o direito de exclusividade para apresentar um plano de recuperação até amanhã. Após esse prazo, os credores podem negociar planos com outros interessados em propor um plano de reestruturação para a companhia.
A aérea divulgou no dia 1º de novembro que recebeu uma proposta de financiamento de um grupo de credores, que detém títulos de dívida da companhia (Ad Hoc Group).
Segundo o Wall Street Journal, a companhia está negociando um aumento de capital com um grupo de credores que detém dívida sem garantia da companhia, liderado pelos fundos Sixth Street Partners, SVPGlobal e Sculptor Capital Management.
Um acordo com esses credores minaria os planos da Azul de fazer uma proposta de fusão com a Latam, destacou a equipe de análise do Bradesco, em relatório.
No entanto, a Azul, segundo o banco, tem procurado alguns credores da Latam para apresentar um plano de restruturação alternativo. De acordo com o Bradesco, um plano de reorganização da Latam provavelmente vai resultar em uma diluição de capital para os acionistas, mas a Azul deve fazer uma proposta mais atrativa para os acionistas da empresa aérea chilena.
Após o fim do período de exclusividade para a Latam apresentar o plano, a Azul pode fazer seu movimento, destacou o Bradesco, em relatório.
A Latam Airlines teve prejuízo líquido de US$ 691,873 milhões no terceiro trimestre de 2021, valor 20,7% maior que a perda de US$ 573,123 milhões registrada um ano antes.
A ação preferencial da Azul (AZUL4) fechou em alta de 2,22% a R$ 27,15.