Receio com nova variante do coronavírus diminui e Ibovespa fecha em alta

Investidores reavaliaram riscos impostos pela nova cepa Ômicron

Mercado oscilação
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A diminuição dos receios com os potenciais impactos econômicos da nova variante do coronavírus ajudou as bolsas a subirem no mercado global e também no Brasil. O Ibovespa fechou em alta de 0,58%, aos 102.814 pontos.

Na sexta-feira, o mercado global entrou em pânico com a notícia de que a África do Sul havia detectado uma nova versão do coronavírus que poderia ser mais contagiosa e contornar a imunidade proporcionada pelas vacinas contra a covid-19.

A preocupação imediata, diante destas informações, era de que pudesse haver uma nova onda de restrições à circulação de pessoas e à atividade das empresas.

Hoje, porém, os investidores reavaliaram o risco e reagiram à notícia de que a Moderna, uma das fabricantes de vacinas contra a covid-19, acredita que pode ter um imunizante nos próximos meses que proteja contra a nova variante do coronavírus, batizada de Ômicron

Raphael Figueiredo, analista de mercado da Eleven Financial, afirmou que a alta do Ibovespa hoje “definitivamente é um pouco mais de alívio em relação ao noticiário de sexta-feira”, quando ficou mais evidente que os investidores estão passando por um “momento de aflição”.

Segundo ele, a preocupação com os níveis elevados de inflação aqui e no exterior e com a possibilidade de a resposta dos bancos centrais aos preços altos enfraquecer o crescimento já vinha pesando sobre as bolsas, e com a notícia da nova cepa do coronavírus “o mercado entre em nível de estresse maior”.

“As informações sobre as vacinas, sobre essa nova cepa, ainda não estão tão claras assim, mas o fato de a gente ter a Organização Mundial da Saúde atenta a isso, e noticiário a respeito de que parece não ser um virus tão fatal quanto se viu anteriormente, que é uma mutação que tem que ser vista, mas não é tão danosa assim… O mercado alivia um pouco mais”, avaliou.

Destaques da sessão

As ações da Vale (VALE3) subiram 1,25% depois de a companhia revisar para cima a previsão de produção de minério de ferro em 2022.

As ações da Petrobras (PETR3 +3,39%; PETR4 +3,51%) também fecharam em alta depois de empresa reiterar que pretende vender a fatia na Braskem, mas que ainda estuda como fazer isso. As ações da Braskem (BRKM5) avançaram 3,65%.

A Azul (AZUL4 +0,82%) subiu depois de confirmar que havia proposto uma fusão com a Latam, que acabou sendo rejeitada pela companhia chilena. A Azul indicou que não descartou esta possibilidade, mas deixou claro que não dará prioridade a uma operação deste tipo.

A Alliar (AALR3) caiu 2,68%, para R$ 18,15, depois de os acionistas aceitarem a proposta de aquisição feita pela MAM Asset, de R$ 20,50 por ação.

Fique de olho amanhã

O principal evento para o mercado brasileiro na terça-feira será a potencial votação da PEC dos Precatórios na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

O formato final do texto definirá em quanto o governo federal conseguirá aumentar os gastos no ano que vem. Também mostrará se isso ocorrerá dentro do teto que limita o crescimento da despesa pública à inflação.

O Ibovespa tem reagido negativamente a notícias de adiamento da votação da PEC ou de alteração no texto. Isto porque estes eventos elevam as chances de o governo federal adotar um plano menos responsável, do ponto de vista fiscal, para botar de pé o Auxílio Brasil.

O Auxílio Brasil é o programa social que entra no lugar do Bolsa Família. O Planalto quer que ele garanta um pagamento mensal de R$ 400 aos beneficiários. O plano atual é obter os recursos para isso parcelando o pagamento de precatórios e ajustando a forma como é corrigido o teto de gastos públicos, e fazer isso via a PEC dos Precatórios.

“O mercado não tem medo de crise, mas tem medo do escuro. Quanto mais incerto fica, quanto mais tempo demorar [para definir a PEC], pior é”, disse Figueiredo, da Eleven. “A PEC, a construção dela é ruim, mas a definição dela é positiva, porque põe as coisas de maneira um pouco mais transparente para o mercado. É um paradoxo. Para o mercado o ideal seria reajustar as contas para uma reforma mais estruturante, mas não é essa mais a pauta.”
Também vale destacar amanhã a divulgação, no Brasil, dos dados sobre a taxa de desemprego em setembro, às 9h, do resultado das contas públicas em outubro, às 9h30, e dos números sobre a criação de empregos formais no país, também de outubro, às 15h30.

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