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Reabertura da economia impulsiona Renner (LREN3) e lucro supera pré-pandemia

Reabertura da economia impulsiona Renner (LREN3) e lucro supera pré-pandemia

Vendas ficaram 35% acima do registrado no primeiro trimestre de 2019, antes da pandemia

Lojas Renner no celular

Foto: Shutterstock

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Depois de registrar prejuízo de R$ 147,7 milhões no primeiro trimestre de 2021, a Lojas Renner (LREN3) inverteu o sinal e anotou lucro líquido de R$ 191,6 milhões no mesmo período deste ano.

Com isso, o resultado da varejista superou os níveis pré-pandêmicos: o lucro deste trimestre ficou 18,6% acima do anotado nos mesmos três meses de 2019, de R$ 161,6 milhões.

Analistas do Bank of America (BofA) já esperavam que a companhia superasse os níveis pré-pandêmicos em termos de vendas, mas projetavam o lucro em R$ 134 milhões – 43% abaixo do reportado.

O resultado da Renner também ficou 21,3% acima da projeção da XP Investimentos, de R$ 158 milhões, e 346% acima da do BTG, que esperava R$ 43 milhões.

A receita líquida das operações de varejo foi de R$ 2,2 bilhões no primeiro trimestre de 2022, alta de 63,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com a companhia, o maior destaque do trimestre, responsável pela expansão dos indicadores, foi o crescimento de 63% nas vendas em relação ao mesmo período de 2021 – e de 35% versus o primeiro trimestre de 2019, período anterior à pandemia.

O crescimento das vendas nas lojas que já existiam um ano atrás, indicador conhecido como vendas nas mesmas lojas, foi de 59,5% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

Segundo a varejista, apesar de a variante Ômicron do coronavírus ter impactado o fluxo nas primeiras semanas de janeiro, a redução das restrições à mobilidade que veio a seguir impulsionou as vendas. “Desta forma, tivemos um trimestre com aceleração sequencial nos meses, cujo ritmo se intensificou ainda mais em abril”.

Já o Ebitda (lucro antes de de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 383,2 milhões, expansão de 1.105,9% na comparação anual, com margem de 17,2%, bem acima dos 2,3% anotados entre janeiro e março do ano passado.

Apesar de ter enfrentado desafios de câmbio e inflação nos custos de matéria prima e frete no período, a gestão da companhia aponta que melhorias na produtividade foram capazes de compensar quase totalmente estes efeitos, garantindo a alta do Ebitda.

Apesar de o volume total de vendas (GMV) dos canais digitais da Renner ter crescido 38,7% entre o primeiro trimestre de 2021 e igual período deste ano, a participação do digital no total de vendas da companhia caiu 2,7 pontos percentuais, para 15,1%.

A queda neste percentual, porém, reflete a retomada do varejo físico com a diminuição de casos de Covid-19 e o consequente fim das restrições à mobilidade, diz a empresa.

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