Raia Drogasil (RADL3): alta de receita agrada, ação chega a subir mais de 2%, mas recua

Analistas destacam ganhos operacionais, como o crescimento de receita e de participação de mercado

Foto: Shutterstock/Vergani Fotografia

Apesar de não terem surpreendido, os resultados da Raia Drogasil (RADL3) no terceiro trimestre foram bem recebidos por analistas. Eles destacaran como pontos positivos a revisão do plano de abertura de lojas, o fortalecimento dos canais digitais, o crescimento das vendas em farmácias que já estavam abertas em igual período do ano passado e os ganhos de participação de mercado da companhia.

Assim, um dia após a divulgação do balanço, a ação era negociada em alta de 0,34% por volta das 13h30 desta terça-feira (1), cotada a R$ 26,40, contrariando as expectativas dos próprios analistas, que contavam com uma performance neutra. Antes das 13h, registrava avanço superior a 2%. E, já às 13h53, os papéis recuam 0,15%, a R$ 26,28.

“Vale notar que a performance da ação em 31 de outubro (6% versus 1% do Ibovespa) pode limitar a reação positiva no próximo pregão”, escreveram Irma Sgarz, Felipe Rached e Gustavo Fratini, analistas do Goldman Sachs, em relatório distribuído hoje.

A rede de farmácias registrou lucro líquido ajustado de R$ 201,9 milhões no terceiro trimestre, alta de 16,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O resultado ficou praticamente em linha com as projeções do Santander, de R$ 205 milhões, e do Goldman Sachs, de R$ 209 milhões, mas superou as estimativas do Itaú BBA e da Ativa Investimentos, de R$ 183 milhões e R$ 173,1 milhões, respectivamente.

A margem Ebitda ficou estável na comparação anual, a 6,8%, dividida entre o aumento das despesas gerais e administrativas e o crescimento das vendas. “A RD continua a investir em sua estratégia de digitalização e ecossistema amplo, mas gerou alavancagem operacional suficiente para manter as margens estáveis ano a ano”, escreveram os analistas do Goldman.

Se, por um lado, o lucro líquido e as margens reportados pela Raia Drogasil não surpreenderam muito, por outro, o mercado recebeu com bons olhos os números operacionais da empresa. “A RD registrou um resultado neutro do ponto de vista de rentabilidade, mas registrou feitos notáveis do ponto de vista operacional”, escreveram Thiago Macruz, Maria Clara Infantozzi e Gabriela Moraes, analistas do Itaú BBA.

A receita bruta da companhia, por exemplo, teve expansão de 22% no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 7,99 bilhões.

Os principais fatores por trás da alta no faturamento, segundo os analistas, foram o forte crescimento nas vendas em lojas que já estavam abertas há um ano (indicador conhecido no mercado como SSS, sigla em inglês para vendas nas mesmas lojas), que superou o aumento da inflação e o reajuste anual de preços de medicamentos, e a expansão das vendas no e-commerce.

Nessa frente, o Santander destaca também o aumento de 24,9% na venda de medicamentos genéricos, o que o banco considera um fator importante parra melhorias futuras na margem bruta.

Outro ponto que chamou a atenção dos analistas do banco foi a revisão do plano de abertura de novas lojas. Agora, a empresa espera inaugurar 260 farmácias por ano entre 2022 e 2025. “Na nossa visão, esse novo guidance reforça a execução superior à dos concorrentes e a estratégia de expansão que continua a gerar bons resultados”, escreveram Ruben Couto, Eric Huang e Vitor Fuziharo.

Por fim, os analistas destacam ainda os ganhos de participação de mercado da companhia ao redor do país, chegando a 15% de market share.

Depois da divulgação dos resultados, os analistas do Santander e do Itaú BBA reiteraram a recomendação neutra para a ação, com preços-alvo de R$ 28 e R$ 24,60, respectivamente.

O Goldman Sachs e a Ativa Investimentos, por sua vez, reafirmaram a indicação de compra, com preço-alvo de R$ 32 e R$ 29,80, na mesma ordem.

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