Refletindo a venda de participações em campos e o aumento nas paradas para manutenção, a produção média de óleo, LGN e gás natural da Petrobras (PETR4) caiu 5,1% no segundo trimestre, tanto na comparação anual quanto na trimestral, para 2,65 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed).
Mais especificamente, os principais fatores por trás da queda de produção, de acordo com a estatal, foram as reduções nas participações nos campos de Atapu e Sépia, concluídas em maio, que tiveram impacto de 90 mil boed no volume de produção do trimestre; e o maior número de paradas para manutenção nos campos do pré-sal e do pós-sal.
Na direção oposta, alguns pontos que ajudaram a limitar a queda foram o início de produção do FPSO Guanabara e a continuidade dos ramp-ups dos FPSOs Carioca e P-68.
“Esses efeitos já estavam previstos em nosso planejamento e não impactaram nosso guidance de produção para 2022, de 2,6 MMboed, com variação de 4% para mais ou para menos”, diz a companhia.
Entre os números, a petroleira destaca que a produção no pré-sal, de 1,94 MMboed, representou 73% da produção total.
Derivados
Em relação aos três meses anteriores, a venda de derivados teve alta de 1%, totalizando 1.771 Mbpd, puxada por diesel e GLP, devido à sazonalidade de consumo destes produtos. Do outro lado, pesou a queda na venda de gasolina, devido à maior oferta de etanol, e a redução nas vendas de óleo combustível. Na comparação com o segundo trimestre de 2021, as vendas caíram 2,4%.
A produção de derivados, por sua vez, subiu 1,7% em relação ao segundo trimestre de 2021 e 2,6% contra os três meses anteriores.
⇨ Quer acompanhar as cotações das suas ações na B3 em TEMPO REAL? Inscreva-se no TradeMap!