A empresa de telefonia Oi obteve um prejuízo líquido consolidado de R$ 4,811 bilhões entre os meses de julho a setembro de 2021, o que representa perdas 86,5% maiores em comparação ao terceiro trimestre do ano passado, quando havia reportado prejuízo de R$ 2,6 bilhões. No segundo trimestre deste ano, a companhia tinha registrado lucro líquido de R$ 1,13 bilhão.
O resultado reflete principalmente o crescimento nas despesas financeiras líquidas da companhia, que dobraram no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 4,817 bilhões. Este crescimento foi motivado pela desvalorização de 8,74% do real ante o dólar – que força um ajuste no valor de dívidas em moeda estrangeira da companhia, por exemplo – e pelo aumento dos gastos com juros da dívida.
O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em português) somou R$ 1,398 bilhão, cifra 5,9% inferior em relação à apresentada há um ano, de R$ 1,485 bilhão.
A margem ebitda caiu 0,7 ponto percentual na comparação anual, de 31,6% para 30,9%.
O Ebitda de rotina, que incorpora apenas efeitos recorrentes sobre os resultados, totalizou R$ 1,460 bilhão entre julho e setembro, número praticamente estável com o reportado no terceiro trimestre do ano passado, de R$ 1,462 bilhão.
Já a receita líquida consolidada da companhia foi de R$ 4,520 bilhões no trimestre finalizado em setembro, retração de 3,9% frente à igual intervalo de 2020.
“Apesar dos bons números operacionais, mais uma vez a Oi é lembrada pelos seus fortes passivos, carregando uma grande dívida que pesa nos fortes valores do resultado financeiro culminando em prejuízos significativos. Por causa disso, o resultado deste trimestre pode ser interpretado como negativo para a companhia, que melhora operacionalmente, mas não soluciona seu principal problema: a grande dívida”, destaca o relatório da Genial Investimentos.
Vale lembrar que a dívida líquida da Oi, que está em recuperação judicial, somou R$ 29,8 bilhões no terceiro trimestre, aumento de 40,7% na base anual.
Ontem, as ações ordinárias (OIBR3) e preferenciais (OIBR4) da companhia fecharam em queda de 3,77% e 2,41%, respectivamente, a R$ 1,02 e R$ 1,62.
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