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Petróleo volta a subir por guerra na Ucrânia – alta de hoje passa de 6%

Petróleo volta a subir por guerra na Ucrânia – alta de hoje passa de 6%

Mercado se prepara para potenciais novas sanções à Rússia, que deve continuar atacando a Ucrânia

Ilustração com poços de petróleo e gráfico de alta nos preços

Foto: Shutterstock

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O petróleo voltou a subir com força nesta terça-feira (12), reagindo a desdobramentos da guerra na Ucrânia e a notícias que apontam um cenário de restrição à oferta da commodity em meio a sinais de aumento da demanda.

Por volta das 12h45 (de Brasília), o preço do petróleo tipo Brent – que serve como referência para o mercado internacional – subia 6,7%, para US$ 105,11 por barril, no mercado futuro da ICE. Isso depois de ter passado os últimos pregões oscilando ao redor de US$ 100.

O valor do barril ainda está sob forte influência das consequências da guerra da Ucrânia. A Rússia, país que invadiu o território ucraniano e iniciou o conflito, é um grande exportador de petróleo, mas enfrenta dificuldades para vender o produto no mercado internacional por causa de sanções econômicas.

Essa restrição na oferta de petróleo acontece em meio a um ciclo de recuperação da economia mundial e de aumento na demanda pela commodity. Em conjunto, estes dois fatores contribuem para manter os preços em níveis mais elevados.

Nas primeiras semanas da guerra da Ucrânia, a cotação do petróleo chegou perto de US$ 140 por barril, porque havia receios de que a comunidade internacional aplicaria um embargo comercial à Rússia – o que retiraria todos os barris russos do mercado.

De lá para cá, o valor da commodity diminuiu e estabilizou perto dos US$ 100, principalmente por causa da relutância da União Europeia em parar de importar petróleo da Rússia.

Isso e o fato de Índia e China também continuarem comprando o produto russo reduziram a preocupação do mercado com a escassez de barris – dado que, ainda que de forma restrita, o petróleo da Rússia continuava chegando aos consumidores.

Esta percepção mudou após notícias apontarem que a Rússia pode ter usado armas químicas na Ucrânia. “Se isso puder ser confirmado, pode ser o que faltava para a União Europeia finalmente aplicar sanções ao petróleo da Rússia”, disse a MFA Oil, cooperativa dos EUA que fornece combustíveis a produtores agrícolas, em um relatório.

A perspectiva de que a guerra na Ucrânia vai continuar também contribui para a alta dos preços. Mais cedo, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que as negociações de paz com os ucranianos chegaram a um “beco sem saída” e que continuará atacando o país vizinho. Há notícias de tropas russas se concentrando perto do leste da Ucrânia.

Além disso, outras reportagens recentes mostraram que a China afrouxou as restrições aplicadas à circulação de pessoas – um fator que pode aumentar a demanda por energia e combustíveis – e que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) considera muito difícil compensar uma eventual interrupção no fornecimento de petróleo da Rússia ao mercado global.

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