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Petróleo de sobra? Preço cai 4% após notícias sobre liberação de reservas dos EUA

Petróleo de sobra? Preço cai 4% após notícias sobre liberação de reservas dos EUA

Rumor de que EUA liberarão 180 milhões de barris das reservas para elevar oferta de petróleo faz preços caírem

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A perspectiva de que os Estados Unidos podem liberar um volume maior de petróleo das reservas estratégicas faz o preço da commodity cair mais de 5% no mercado internacional nesta quinta-feira (31).

Por volta das 10h20 (de Brasília), os preços do petróleo tipo Brent – que servem como referência para o mercado internacional – caíam 4% no mercado futuro da ICE, para US$ 106,95 por barril.

Segundo informações divulgadas por jornais americanos, o presidente dos EUA, Joe Biden, deve anunciar hoje um plano para liberar cerca de 1 milhão de barris por dia (bpd) das reservas estratégicas de petróleo, por 180 dias.

No momento, os EUA possuem 568,3 milhões de barris de petróleo nas reservas estratégicas. Elas estão caindo sem parar desde setembro do ano passado, quando estavam em 621,3 milhões.

Antes disso, os EUA já havia se comprometido no início de março a liberar 30 milhões de barris destas reservas. Nos dois casos, as medidas são tentativas de mitigar o quadro de escassez da commodity agravado por sanções econômicas impostas à Rússia.

O país é um dos maiores exportadores mundiais de petróleo, mas depois que invadiu a Ucrânia foi punido pelos EUA e a Europa com restrições às transações financeiras com o exterior, o que afastou os compradores do produto russo.

Isto transformou a guerra entre a Rússia e a Ucrânia num evento com efeito direto sobre os preços do petróleo – visto que a perspectiva é de que, quanto mais tempo o conflito durar, mais tempo levará para o petróleo russo voltar ao mercado.

A guerra completa cinco semanas nesta quinta-feira e, apesar do compromisso russo de diminuir a escala dos ataques à Kiev, capital da Ucrânia, o governo ucraniano espera mais ataques na região leste do país.

O confronto tem exercido mais influência sobre os preços, inclusive, do que as decisões sobre o nível de produção da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Nesta quinta-feira, o grupo anunciou que fará mais um pequeno aumento de 432 mil bpd na produção a partir de maio – em linha com o esperado por especialistas.

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