A Petrobras (PETR4; PETR3) adicionou 2 bilhões de barris de petróleo (boe) à sua reserva em 2022, o maior volume da sua história pelo segundo ano seguido, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (26), após o fechamento do mercado.
As estimativas de reservas, que inclui óleo, condensado e gás natural, chegaram a 10,5 bilhões de boe, conforme os critérios estabelecidos pela SEC, órgão responsável pela regulamentação do mercado financeiro americano.
Do total, 85% representam óleo e condensados, enquanto 15% é de gás natural.
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Conforme a estatal, os avanços no campo de Búzios e o desenvolvimento de novos projetos para a recuperação do petróleo nas Bacias de Santos e Campos foram os principais vetores para os dados positivos.
A estatal também destacou que o preço do barril de petróleo, que chegou a superar a casa de US$ 100 durante o ano passado em meio aos desdobramentos da guerra da Ucrânia, não gerou “alterações relevantes” nas reservas.
“Não tivemos alterações relevantes referentes à variação do preço do petróleo”, disse a empresa.
A Petrobras ainda afirmou que o indicador R/P, que mostra a relação entre as reservas provadas e a produção, aumentou para 12,2 anos.
“A Petrobras, historicamente, submete à certificação pelo menos 90% de suas reservas provadas segundo o critério SEC. Atualmente, a empresa certificadora é a DeGolyer and MacNaughton (D&M)”, afirmou.
Seguindo critérios da ANP/SPE (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis / Society of Petroleum Engineers), as reservas atingiram 10,7 boe.
A principal diferença entre os padrões é a premissa econômica e fatores que consideram o prazo contratual de concessão nos campos de exploração no Brasil.