A Petrobras, que já havia anunciado a intenção de se desfazer da sua participação na Braskem, formalizou nesta segunda-feira, dia 17, um pedido junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para fazer uma oferta pública que pretende negociar 75.704.061 ações preferenciais de classe A (PNA) da petroquímica.
Em conta que considera o preço de fechamento das ações da Braskem na última sexta-feira, 14, de R$ 52,16, a venda das ações poderia gerar um caixa de R$ 3,94 bilhões.
Esse movimento ocorre um mês após o conselho de administração da estatal aprovar o modelo de venda de até 100% das ações preferenciais que possui na Braskem. Atualmente, a Petrobras possui cerca de 36% no capital da empresa petroquímica.
As negociações ocorrerão tanto na B3 quanto no exterior. No mercado externo, as negociações ocorrerão em forma de oferta subsequente (follow-on), em conjunto com a Novonor, antiga Odebrecht, que também é dona da Braskem.
O comunicado não informa as motivações da venda, mas a Petrobras tem tocado um plano de desinvestimentos que busca aumentar o foco da companhia em áreas prioritárias, como a exploração de águas profundas e ultraprofundas.
Em relação à Novonor, a companhai pretende usar o dinheiro para sanar ou amortizar dívidas da instituição com os bancos Itaú Unibanco, Bradesco e Santander.