Para Santander, BTG (BPAC11) terá lucro maior, mas o “filho” Pan (BPAN4) verá inadimplência subir

Apesar do aumento esperado para os atrasos no Pan, analistas acreditam que a instituição terá alta na receita com juros

Foto: Shutterstock

O BTG Pactual (BPAC11), que apresentou lucro recorde no primeiro trimestre, deve novamente gerar um resultado animador para os investidores no segundo trimestre, com mais uma expansão em relação a igual período do ano anterior, preveem os analistas do Santander, em relatório distribuído a clientes.

Segundo os analistas Henrique Navarro, Arnon Shirazi e Anahy Rios, o BTG Pactual deve ter lucro líquido de R$ 1,9 bilhão no período de abril a junho, avanço de 14% em comparação a igual intervalo do ano passado, mas com queda de 5% ante o balanço do primeiro trimestre, quando a instituição registrou número recorde, em razão de um volume “anormal” de ativos negociados pela área do banco de investimentos do BTG.

Para o Santander, o BTG deve ter aumento na receita de 13% em relação a igual trimestre do ano passado, mas com baixa de 2% em comparação com o primeiro trimestre.

Entre as principais unidades de negócios, o banco de investimento deve ter expansão de 17% em relação ao trimestre anterior, em razão de melhora na atividade do mercado de capitais, mas em nível ainda fraco ante o segundo trimestre de 2021 – o que deve levar a uma baixa de 40% nessa comparação.

O negócio de crédito corporativo, por sua vez, deve ter alta de 6% em relação ao trimestre anterior e avanço de 32% ante o nível de um ano antes, “em um ambiente de margens mais saudáveis e uma menor inadimplência”, disseram os analistas.

A área de gestão de ativos deve ter expansão de 7% em comparação ao trimestre anterior e de 24% ante um ano antes, enquanto o negócio de gestão de fortunas deve ter crescimento de 12% em relação aos três meses anteriores e de 70% sobre o registrado no segundo trimestre do ano passado.

E o Banco Pan?

Já o Banco Pan, que tem o BTG como principal acionista, deve apresentar um cenário menos favorável, espera o Santander. O lucro líquido da instituição deve ficar em R$ 195 milhões, queda de 3% em relação ao primeiro trimestre e praticamente estável ante o segundo trimestre do ano passado.

Na visão do Santander, o Banco Pan, focado em crédito para classes mais baixas, deve ter uma desaceleração na carteira de crédito, como reflexo de uma postura mais conservadora na hora de conceder novos empréstimos, mas ainda assim com uma piora na taxa de inadimplência, que deve subir 0,2 ponto percentual em comparação ao primeiro trimestre, para 7%, e com uma índice de cobertura praticamente estável.

Apesar do aumento esperado pelo Santander para os atrasos no Pan, os analistas acreditam que a instituição deverá ter alta na receita líquida com juros, de 11% em relação ao primeiro trimestre e de 33% ante igual período do ano passado, por causa do aumento da carteira de crédito e das margens maiores.

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O Santander recomenda compra para ambos os bancos. O BTG tem preço-alvo de R$ 37, valorização potencial de 72%, enquanto o Pan tem preço-alvo de R$ 20, o que representa um avanço de 222% em relação à cotação atual.

Por volta das 16h25, a unit do BTG caía 0,28%, a R$ 21,54. O Pan subia 0,16%, a R$ 6,22.

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