Após a Hapvida informar, na manhã desta quarta-feira, dia 22, que teve um aumento “significativo” e “atípico” de atendimentos de urgência e emergência de pacientes com sintomas típicos de viroses, a ação da companhia opera em queda na Bolsa. Por volta das 15h30, caía 2,28%, a R$ 11,16.
A notícia aumentou preocupações sobre uma nova onda da pandemia, uma vez que os primeiros casos da Ômicron, a nova variante da covid-19, foram registrados no Brasil em dezembro. Um nova onda de internações é algo que deixa os investidores das companhias de saúde em alerta, porque causaria superlotação nos hospitais e geraria uma postergação dos procedimentos eletivos, como cirurgias mais complexas.
Na opinião dos analistas do Itaú BBA, no entanto, a reação negativa do mercado “parece excessiva”.
“É importante destacar que, por enquanto, não vimos esse aumento nas consultas de pronto-socorro levando a internações”, afirmam os analistas Lucas Figueiredo, Emerson Vieira e Lucca Generali Marquezini.
Eles ressaltam que têm monitorado as preocupações dos investidores com o aumento das hospitalizações a curto prazo, uma vez que existe um intervalo entre as consultas ao pronto-socorro e as internações.
“A Hapvida, no entanto, afirma que esse surto tem implicações semelhantes às das doenças virais do Nordeste no período pré-pandêmico: mais consultas e mais exames, mas baixo índice de internação”, disseram.
Pela manhã, a empresa publicou um balanço no qual afirma que notou um “aumento significativo nos atendimentos de pacientes com sintomas típicos de viroses em praticamente todas as regiões onde atuamos”, com exceção de Minas Gerais.
O pico foi registrado no dia 20 de dezembro, com 14.304 atendimentos. O resultado marca o fim de um período de estabilidade, que durava desde julho. O aumento foi verificado após o Brasil registrar os primeiros casos da Ômicron, já em dezembro.
“Esse forte incremento nos atendimentos de urgência e emergência nas últimas semanas é atípico para esse período do ano já que o período tradicional das viroses ocorre, historicamente, nos primeiros meses do ano”, disse a Hapvida, no comunicado.
O Itaú BBA classifica a Hapvida como “outperform” (acima da média do mercado), com preço-alvo para a ação de R$ 18 para o fim de 2022.