A última semana de setembro começa de forma mista para os mercados globais de ações, com os investidores preocupados com os impactos de uma desaceleração chinesa por conta dos problemas da dívida da Evergrande, além das intervenções do país em empresas privadas e no mercado de criptomoedas.
No continente asiático, as bolsas fecharam no meio a meio, enquanto as bolsas europeias e os futuros americanos estão em alta, após a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e a sua intenção de reduzir gradualmente a compra de títulos.
No entanto, os investidores ficam atentos nesta semana com as diversas declarações de dirigentes de bancos centrais, incluindo as reuniões do presidente do Fed, Jerome Powell, em painéis do Congresso dos Estados Unidos.
A Alemanha também é destaque, com o resultado da acirradíssima eleição, deixando o mercado preocupado com o novo governo.
Quanto às commodities, o preço do petróleo continua subindo com as expectativas de melhora na demanda e na redução dos estoques nos EUA, enquanto o minério de ferro sobe forte na bolsa chinesa.
O bitcoin tem alta modesta, após despencar na sexta-feira passada com a China intensificando seu esforço para conter a criptografia e a mineração.
No Brasil, após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em elevar em 1 ponto percentual a Selic, que agora está em 6,25% ao ano, e pela forte alta na inflação com o IPCA-15 ficando acima do esperado, os investidores deverão acompanhar de perto a agenda econômica.
Para esta segunda, o Boletim Focus será divulgado daqui a pouco, às 8h25, e deverá mostrar nova piora das projeções para o IPCA deste ano, enquanto as revisões para o PIB de 2021 seguem caindo.
Na terça-feira, 28, o Banco Central divulgará a ata da reunião do Copom, e o Ministério do Trabalho e Previdência publicará os dados de criação de vagas no mercado de trabalho pelo Caged. Já na quinta, 30, o BC divulgará o Relatório de Inflação e terá também o IGP-M de setembro.
No campo político, os investidores deverão acompanhar de perto o desenvolvimento das discussões fiscais no Congresso para saber qual será a solução para os pagamentos de precatórios, bem como sobre os desdobramentos da reforma administrativa e da reforma do Imposto de Renda.