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Ibovespa fecha pregão com queda de 0,62%, aos 105.705 pontos; no mês, baixa chega a 4,75%

Ibovespa fecha pregão com queda de 0,62%, aos 105.705 pontos; no mês, baixa chega a 4,75%

Em dia seguinte de alta dos juros, Bolsa brasileira voltou a descolar dos mercados americanos

O Ibovespa subiu pelo quinto dia seguido e terminou o pregão no maior patamar em mais de um mês, com a expectativa pelo Copom.

Foto: Pixabay

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Em um pregão tenso e com apenas 15 papéis com encerramento no campo positivo, o Ibovespa descolou mais uma vez das bolsas americanas e encerrou a sessão em queda de 0,62%, aos 105.704,96 pontos. O índice chegou a subir e negociar acima dos 107 mil pontos, mas sofreu um revés durante a tarde. Em outubro, o Ibovespa acumula queda de 4,75%, e no ano, já recua 11,18%.

Já em Wall Street, o dia foi positivo, com o índice Dow Jones avançando 0,68%, aos 35.730 pontos, S&P 500 em alta de 0,98%, aos 4.596 pontos, e o Nasdaq encerrando com valorização de 1,39%, aos 15.448 pontos. O dólar Ptax teve alta de 0,89%, a R$ 5,61

O mercado brasileiro operou com investidores na repercussão da alta de 1,5 ponto percentual da taxa Selic, para 7,75% ao ano, em dia de novo avanço dos contratos de juros futuros em meio ao adiamento da votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos precatórios, que abre espaço de quase R$ 100 bilhões no Orçamento de 2022, para a semana que vem por falta de quórum e de consenso entre os parlamentares.

O impacto negativo da alta da Selic – com sinalização de novo aumento da mesma magnitude em dezembro – foi sentido principalmente por ações de varejistas e construtoras. Americanas (AMER3) e Lojas Americanas lideraram as quedas da sessão, recuando 8,60%, a R$ 30,08, e 7,41%, a R$ 4,87, respectivamente. Magazine Luiza (MGLU3) sofeu baixa de 3,88%, a R$ 11,15. Entre as construtoras, Cyrela (CYRE3) encerrou o pregão com recuo de 5,26%, a R$ 14,40, e Eztec (EZTC3) caiu 3,07%, a R$ 18,96.

A sessão também foi desfavorável para o setor financeiro. Papéis do Inter (BIDI11) recuaram 1,47%, a R$ 39,51, Bradesco (BBDC4) caiu 0,34%, a R$ 20,49, e Itaú (ITUB4) fechou em baixa de 0,21%, a R$ 23,87.

No noticiário do dia, a Telefônica (VIVT3) e a Ânima Educação (ANIM3) anunciaram a formação de uma joint venture na área de educação, com partes iguais das companhias. Enquanto os papéis da Telefônica avançaram 0,92%, a R$ 45,00, os ativos da Ânima recuaram 2,44%, a R$ 6,80.

Apesar do mau humor do mercado, os papéis da cervejeira Ambev (ABEV3) decolaram 9,72%, a R$ 16,70. A alta ocorreu após a divulgação de balanço trimestral da companhia, que apontou lucro de 3,7 bilhões entre julho e setembro, uma alta de 57,4% em comparação com o terceiro trimestre do ano passado.

Petrobras

A Petrobras (PETR4) , que vai divulgar seu balanço ainda hoje, encerrou o pregão com avanço de 0,94% das ações preferenciais, a R$ 28,96.

Logo após o pregão, contudo, o clima azedou para a empresa, em meio a declarações do presidente Jair Bolsonaro, que afirmou estudar maneira de alterar a política de preços da estatal. De acordo com a Reuters, Bolsonaro afirmou que a Petrobras tem que ter um papel social e não pode ser uma empresa que dê um lucro tão alto. E criticou ainda o que chama de lei de preços da estatal, afirmando que busca um meio de mudá-la.

“Petrobras é obrigada a aumentar o preço porque ela tem que seguir a legislação e nós estamos tentando aqui buscar uma maneira de mudar a lei nesse sentido”, disse o presidente, segundo a agência de notícias.

Ainda na safra de balanços, Vale, Fleury, Alpargatas, Arezzo e Suzano estão entre as  companhias que divulgam resultados ainda nesta quinta-feira.

Agenda de sexta-feira, 28

Após semana movimentada, na cena corporativa, Usiminas fará a divulgação dos resultados trimestrais antes da abertura de mercado, e Irani, após fechamento.

Os olhos dos investidores também estarão voltados à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que define amanhã a bandeira tarifária de novembro – lembrando que a alta da energia, em meio à crise hídrica, é um dos principais componentes de pressão sobre a inflação.

Nesta sexta, o mercado também acompanha a divulgação do Banco Central da sua nota de política fiscal de setembro, às 9h30.

Nos Estados Unidos, às 9h30, o governo americano informa os dados de gastos e renda pessoal dos americanos em setembro, considerado importante para determinar em que pé está o consumo no país, assim como o Índice PCE (Despesas de Consumo Pessoal).

Na Zona do Euro, haverá a divulgação do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre.

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