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Ibovespa caiu 2,11% na terça-feira e retornou aos 106 mil pontos; decisão do Copom está no radar dos investidores

Ibovespa caiu 2,11% na terça-feira e retornou aos 106 mil pontos; decisão do Copom está no radar dos investidores

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No primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, o Ibovespa registrou queda de 2,11% na terça-feira, 26, aos 106.420 pontos, descolando do mercado acionário americano. No mês, o índice acumula perda de 4,10%, e, no ano, de 10,58%.  

No exterior, os principais índices acionários americanos fecharam em alta. Em Wall Street, o Dow Jones subiu 0,04%, aos 35.756 pontos; o S&P 500 avançou 0,18%, aos 4.574 pontos; e o indicador de tecnologia Nasdaq teve valorização de 0,06%, aos 15.235 pontos.  

O mercado brasileiro segue preocupado com o avanço da inflação no país e se prepara nesta quarta-feira, 27, para um ajuste mais intenso na taxa Selic pelo Copom, com elevação entre 1,25 e 1,5 ponto percentual, para controlar o aumento de preços. 

A inflação não tem dado trégua e dados divulgados ontem reforçaram as tensões. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) subiu 1,20% em outubro, o maior percentual para o período desde o início da série histórica, iniciada em 1995. 

O resultado ficou pior do que o esperado pelos analistas de mercado, que previam uma desaceleração do ritmo de crescimento da inflação, mesmo que seguisse em patamar elevado. 

Para esta quarta-feira, 27, além da decisão do Copom, a agenda econômica reserva dados de desemprego de agosto, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e a Sondagem da Indústria de outubro pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). 

O presidente da Câmara, Arthur Lira, também informou que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos precatórios, que prorroga o pagamento das dívidas e altera o teto de gastos, será votada hije. 

No calendário corporativo, irão divulgar seus balanços do terceiro trimestre, antes da abertura do mercado, as empresas Gerdau (GGBR4) e Gerdau Met (GOAU4).  

Após o fechamento, Desxco (DXCO3), Log Com (LOGG3), Movida (MOVI3), Weg (WEGE3), Odontoprev (ODPV3) e Multiplan (MULT3). 

Na noite de ontem, a Marfrig (MRFG3) informou ter registrado lucro líquido de R$ 1,675 bilhão no terceiro trimestre, crescimento de 148,7% em relação aos R$ 674 milhões obtidos no mesmo período do ano passado.   

A receita líquida consolidada entre julho e setembro avançou 40,4%, de R$ 16,84 bilhões para R$ 23,64 bilhões.   

Nos Estados Unidos, serão divulgados os novos dados de estoques de petróleo bruto do país. Na semana passada, o indicador recuou, de acordo com o DoE (Departamento de Energia americano), impulsionando as cotações da commodity. 

Azul foi destaque de baixa no pregão 

Na terça-feira, as ações da Azul (AZUL4) lideraram as quedas do Ibovespa, com recuo de 2,46%, a R$ 26,90.  

Diante do aumento dos juros, as ações de tecnologia, construção e varejo se viram mais pressionadas no pregão. As units da Getnet (GETT11) acompanharam os papéis da companhia aérea, com baixa de 7,79%, a R$ 5,21, enquanto Eztec (EZTC3) caiu 7,64%, a R$ 18,63.  

As varejistas caíram em bloco. A Méliuz (CASH3) recuou 6,73%, a R$ 3,74, a Via (VIIA3) caiu 6,06%, a R$ 6,66, a Lojas Americanas (LAME4) diminuiu 6,40%, a R$ 5,12, o Grupo Soma (SOMA3) teve queda de 6,34%, a 14,19, e a Lojas Renner teve contração de 4,05%, a R$ 31,52. 

Poucos papéis conseguiram se manter no campo positivo do Ibovespa na última sessão. As ações da EDP Brasil (ENBR3) lideraram as altas, com valorização de 2,23%, a R$ 19,67, após a empresa divulgar seus resultados operacionais referentes ao terceiro trimestre. 

No período, a companhia teve lucro líquido de R$ 510,5 milhões, avanço de 70,3% em relação aos R$ 300 milhões obtidos em igual intervalo de 2020. 

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