Ibovespa cai pelo 4º pregão seguido e renova menor pontuação do ano

Índice teve queda de 0,51%, aos 102.426 pontos, em dia marcado por preocupações fiscais

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Mais uma vez no menor patamar do ano, o Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira, 18, com a quarta queda consecutiva. O índice caiu 0,51%, aos 102.426 pontos, e, desde sexta-feira (12), já perdeu 4,80%.

Em novembro, a Bolsa acumula baixa de 1,03% e, no ano, de 13,94%.

O mercado acionário segue pressionado pelas incertezas que cercam a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios e o pregão desta quinta ainda foi marcado pela queda de preço do minério de ferro, com reflexo direto sobre as ações da Vale (VALE3), que caíram mais de 4%.

Em Wall Street, a sessão foi negativa para o índice Dow Jones, com recuo de 0,17%, aos 35.871 pontos. Na contramão, o S&P 500 valorizou 0,34%, aos 4.704 pontos, e o Nasdaq teve alta de 0,45%, aos 15.994 pontos. O dólar Ptax avançou 0,91%, a R$ 5,54.

Para Roberto Motta, chefe da mesa de derivativos da Genial Investimentos, o cenário microeconômico é favorável para o Brasil, com uma temporada de balanços considerados positivos, com mais de 40% das companhias superando as expectativas.

A questão de peso recai sobre o aspecto fiscal. A batalha pela versão final da PEC dos Precatórios no Senado reviveu a incerteza com o cenário fiscal e evidenciou as dificuldades do governo para convencer os senadores a chancelar o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, o que vai manter uma pressão negativa sobre a confiança dos investidores e sobre os preços de ações e outros ativos de risco.

Na quarta-feira, 16, os senadores Alessandro Vieira (Cidadania), José Aníbal (PSDB) e Oriovisto Guimarães (Podemos) fizeram uma reunião com o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB), para apresentar uma versão alternativa da PEC.

Se o Senado aprovar um novo texto, a Câmara terá que apreciar novamente a PEC, o que atrasaria ainda mais a tramitação e poderia dificultar o pagamento do Auxílio Brasil, novo programa social que substituirá o Bolsa Família, ainda neste ano.

Nesse cenário, o governo poderia aprovar a prorrogação do auxílio emergencial a partir de uma medida provisória, uma solução pior do ponto de vista das contas públicas.

“O mercado não tem medo de notícia ruim, tem medo da escuridão. A PEC é uma escuridão completa, não sabemos como pode refletir nos gastos públicos do próximo ano. É difícil dizer até quando o cenário causará impacto, porque não temos data da PEC, que deve voltar para a câmara. O que os investidores devem acompanhar, e podem ter esperança, é em relação ao fluxo da transação de renda variável para a fixa”, avalia Motta.

Vale e siderúrgicas

Dentro do Ibovespa, em meio à queda do minério de ferro, os papéis da Vale (VALE3) despencaram 4,11%, a R$ 62,33. A queda da companhia foi uma das maiores contribuições para o mau humor do dia.

Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3) também lideraram as quedas da sessão. USIM5 fechou com recuo de 5,70%, a R$ 12,08, enquanto CSNA3 teve queda de 5,35%, a R$ 19,81.

Méliuz

Na ponta oposta, os papéis da Méliuz foram o principal destaque de alta da sessão, com valorização de 10,22%, a R$ 4,10. CASH3 decolou com a elevação da recomendação do Bank of America (BofA), de neutra para compra, em relatório publicado hoje.

A equipe de análise do banco vê a empresa mais fortalecida, com dados favoráveis de histórico de execução e com as aquisições anunciadas, assim como os talentos agregados ao time. O BofA ainda destaca que a Méliuz se moveu na direção certa ao lançar o próprio cartão.

Varejistas

Após sequência de quedas nos últimos pregões, as empresas do setor de varejo respiraram aliviadas na sessão desta quinta. Americanas (AMER3) valorizou 0,42%, a R$ 33,38, enquanto Lojas Americanas (LAME4) teve alta de 0,52%, a R$ 5,86.

Agenda de sexta-feira, 19

Em dia de agenda mais esvaziada no Brasil, a sexta-feira reserva o vencimento de opções no mercado americano, que deve adicionar volatilidade aos negócios.

 “É um dos maiores vencimentos de opções nas bolsas americanas e pode ser motivo para realizações no mercado externo,”, assinala Motta.

No Brasil, o dia reserva a divulgação do monitor do Produto Interno Bruto (PIB) de setembro pela Fundação Getulio Vargas (FGV), às 8h. O indicador estima mensalmente a atividade econômica brasileira em volume, tendo como base a mesma metodologia das contas nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

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