As bolsas asiáticas fecharam de forma mista nesta quinta-feira, 30, com o mercado atento aos impactos da disparada dos custos de energia refletindo na inflação, além da continuidade dos dados fracos vindos da China.
O índice de gerentes de compras (PMI) oficial do setor industrial chinês caiu de 50,1 em agosto para 49,6 em setembro, com a leitura abaixo de 50 sugerindo contração da manufatura. Por outro lado, o PMI industrial, medido pela IHS Markit/Caixin, subiu de 49,2 para 50 no mesmo período, indicando que a atividade manufatureira se estabilizou. As pesquisas oficial e privada usam amostragens diferentes.
Ainda na Ásia, mais precisamente na China continental, a partir de 1º de outubro começa o “Festival da Lua”, que se estenderá até quarta-feira da próxima semana (6), um feriado que manterá os mercados locais fechados.
Já as bolsas europeias e os futuros americanos iniciam o último dia de setembro no campo positivo. O Congresso americano chegou a um acordo sobre o problema do teto da dívida, evitando assim a paralização do governo. Com isso, a discussão passará a ser analisada em dezembro.
Além disso, a fala dos representantes dos bancos centrais mostrou o alinhamento na compreensão de que a interrupção na cadeia de suprimentos vem levando ao aumento da inflação no mundo, mas devendo ser um fenômeno temporário, conforme o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, já vinha declarando.
Contudo, se será temporário ou prolongado, o fato é que os danos da pandemia e a crise energética generalizada causam desaceleração na economia, como podemos observar nos recentes números divulgados da atividade na China.
Dessa forma, as preocupações se elevam para o crescimento global, com as pressões inflacionárias e as intervenções regulatórios que a China vem promovendo.
Do lado das commodities, o preço do petróleo tem leve queda, enquanto o minério de ferro sobe forte, por conta do feriado chinês.
No Brasil, as atenções se voltam para a coletiva sobre o relatório trimestral de inflação, com a fala do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do diretor de Política Econômica do BC, Fabio Kanczuk, às 11h. Na coletiva, eles deverão justificar a diferença das estimativas de inflação do BC com a visão do mercado e ainda dar sinais de como serão os próximos ciclos do aperto monetário.
Ainda na agenda econômica brasileira teremos a divulgação da taxa de desemprego (Pnad Contínua). Lá fora, nos Estados Unidos, teremos as divulgações dos pedidos de auxílio-desemprego e do PIB, às 9h30.