A Movida, companhia que atua no aluguel e venda de veículos, divulgou seus números relativos ao segundo trimestre na noite de segunda-feira (1). Mesmo com uma receita 90% maior no período em relação a um ano antes, as despesas subiram praticamente na mesma proporção, e pressionaram o lucro, que subiu 7,4%.
O lucro líquido da Movida foi de R$ 186,8 milhões de abril a junho, ante R$ 173,9 milhões nos mesmos meses de 2021. A receita líquida atingiu R$ 2,30 bilhões, e superou em 90% os R$ 1,21 bilhão anotados no segundo trimestre de 2021.
Quem ajudou a impulsionar a receita foi o segmento de aluguéis da companhia, que faturou duas vezes mais que no ano passado, passando de R$ 538 milhões para R$ 1,07 bilhão.
No segmento de vendas, o volume de unidades comercializadas foi recorde, atingindo a marca de 18.474 carros. O ticket médio foi de R$ 66,6 mil, uma alta de 22,1% na comparação anual.
As despesas aumentaram quase na mesma proporção que a receita, para R$ 1,385 bilhão. Na área de aluguel de carros, a alta foi motivada pelo crescimento da frota e custos relacionados, como com a manutenção de veículos. No de venda de seminovos, a alta nas despesas resulta do crescimento do volume de vendas e do valor dos ativos, disse a companhia.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, amortização e depreciação) atingiu R$ 905,3 milhões no segundo trimestre, um aumento de 133% na comparação com o mesmo período em 2021 e valor também recorde para a companhia.

A empresa encerrou o segundo trimestre com uma frota total de 206,9 mil carros, um avanço de 54,1% na comparação com igual período do ano passado. Desse total, 100 mil estão no segmento de aluguel de carros e o restante, em gestão e terceirização de frota (GTF).