Diante da baixa demanda e custos em alta, a Dexco (DXCO3) fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 162,9 milhões, contração de 39,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado, porém, superou as expectativas do mercado, que já esperava piora nos números. A projeção do BTG Pactual era de R$ 30 milhões, enquanto o Santander apostava em R$ 85 milhões.
“Esperamos resultados fracos para a Dexco dada a combinação de demanda fraca e ventos contrários de custos”, escreveram analistas do Santander, em relatório de prévia do balanço.
O alto índice de endividamento da população, junto com a queda na busca por financiamento imobiliário, vem causando instabilidade no setor de reformas e, consequentemente, a demanda por seus produtos, de acordo com a Dexco.
Em outra frente, os custos da companhia seguiram pressionados no trimestre, principalmente nas linhas de fretes e produtos químicos. O custo dos produtos vendidos foi de R$ 1,4 bilhão no trimestre, alta de 10,3% em relação ao mesmo período de 2021, pressionado, além dos fatores mencionados, pela menor diminuição de custos fixos diante de volumes menores.
Com isso, o Ebitda ajustado da companhia fechou o trimestre em R$ 415,6 milhões, queda de 31,2% na comparação com o mesmo período de 2021.
A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 2,16 bilhões, leve queda de 0,7% na base anual, com a queda no volume de vendas compensada pelo aumento na receita unitária, reflexo da estratégia de posicionamento dos produtos no mercado, diz a companhia.
“É importante lembrar que o ano de 2021 foi bastante favorável para os resultados da companhia, dado o cenário de valorização do lar observado durante o período pandêmico, que acabou por favorecer o setor. Ainda, em 2022 notou-se um enfraquecimento da economia local e mundial decorrente de diversas razões, dentre as quais está o conflito entre Rússia e Ucrânia”, ressalta a companhia.