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Mercado externo opera em alta nesta quinta após decisão do Fed

Mercado externo opera em alta nesta quinta após decisão do Fed

No Brasil, investidores deverão repercutir o Relatório Trimestral de Inflação divulgado na manhã desta quinta pelo BC

BDRs de ETFs globais

Foto: Pixabay

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As bolsas globais operam em alta nesta quinta-feira, 16, com o retorno do bom humor após a fala do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, vir conforme o esperado. O discurso sinalizou que, mesmo estando atento à inflação, poderá desistir das altas nos juros caso a economia avance.

Powell declarou que os estímulos monetários terminam em março do ano que vem e os juros sobem na sequência, sinalizando três aumentos do juro nos Estados Unidos em 2022, e mais elevações na mesma magnitude em 2023.

O presidente destacou a necessidade de conter a inflação para sustentar a atividade econômica, mas sem pressões para não prejudicar o crescimento econômico do país. No entanto, ele ressaltou que se mantém atento à nova cepa do coronavírus, a Ômicron, que poderá intervir novamente na cadeia de suprimentos.

Os futuros americanos seguem em alta, com os investidores aguardando a divulgação da agenda econômica, que segue bastante carregada. Nesta quinta-feira teremos a divulgação dos pedidos de auxílio-desemprego, com previsão de avanço para 195 mil. Além disso, tem a divulgação das construções de moradias iniciadas em novembro. Ambos os dados saem às 10h30. Haverá também a leitura preliminar de dezembro do indicador de atividade, às 11h45.

No continente europeu, os mercados operam no campo positivo, enquanto os investidores aguardam pela decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês, BC britânico).

Ainda por lá, saíram os dados de atividades, apontando para uma certa desaceleração. A leitura preliminar para dezembro do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da IHS Markit caiu para 53,4 em dezembro, de 55,4 pontos em novembro, nível mais baixo desde março.

O número agregado foi pressionado pelo PMI de serviços, que caiu para uma mínima em oito meses de 53,3 pontos, ante 55,9 em novembro.

Embora tenha permanecido acima da marca de 50 ponto – o que separa o crescimento de contração –, o índice ficou abaixo da leitura de 54,1 pontos estimada pelo mercado.

E o índice de gerentes de compras (PMI) de serviços da Alemanha caiu de 52,7 em novembro a 48,4 pontos na leitura preliminar de dezembro, na mínima em 10 meses, segundo a IHS Markit.

Enquanto isso, as bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quinta, acompanhando o movimento das bolsas americanas, após a decisão do Fed em manter a taxa de juros inalterada. Os investidores também reagiram à aprovação do orçamento suplementar, que prevê mais de US$ 300 bilhões em estímulos econômicos, anunciado pela Câmara dos Representantes do Japão. As atenções agora se voltam para a decisão monetária do banco central japonês, com reunião marcada para amanhã, 17.

Em relação às commodities, o preço do barril do petróleo e do minério de ferro sobem em reflexo aos sinais de que a redução de estímulos por parte do Fed virá de forma gradual, sem afetar o crescimento econômico.

No Brasil, os investidores deverão acompanhar, na Câmara dos Deputados, a promulgação do texto remanescente da PEC dos precatórios. A definição reduzirá o risco fiscal, trazendo mais clareza.

Na agenda econômica, o Banco Central (BC) acabou de divulgar o Relatório Trimestral de Inflação, trazendo piora em sua projeção de crescimento econômico em 2022 para 1,0%, contra 2,1% da estimativa anterior.

No documento, o BC ajustou a perspectiva de expansão para o Produto Interno Bruto (PIB) para uma alta de 4,4% neste ano, ante estimativa de 4,7% calculada em setembro. Em relação à política monetária, o BC reiterou o comunicado da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a intenção de subir a Selic novamente em 1,50 ponto percentual na próxima reunião de fevereiro, em continuidade ao ciclo de alta para levar a taxa básica de juros a território. Hoje, a taxa básica de juros está em 9,25% ao ano.

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