Méliuz (CASH3) reverte lucro e tem prejuízo de R$ 29,7 milhões no quarto trimestre

No acumulado do ano, as perdas foram de R$ 34,3 milhões, ante lucro de R$ 19,6 milhões em 2020

Foto: Divulgação

A Méliuz (CASH3) registrou prejuízo líquido de R$ 29,7 milhões no quarto trimestre do ano passado, após ter registrado lucro de R$ 2,2 milhões no mesmo período de 2020, de acordo com os resultados da companhia divulgados na noite desta terça-feira (29).

No acumulado de 2021, o prejuízo da companhia foi de R$ 34,3 milhões, ante lucro de R$ 19,6 milhões em 2020.

A receita líquida, porém, passou de R$ 43,3 milhões no quarto trimestre de 2020 para R$ 98,4 milhões nos mesmos três meses do ano passado.

Nos 12 meses do ano passado, a receita líquida total foi de R$ 263,5 milhões, mais do que o dobro do registrado em 2020. O crescimento, de acordo com a companhia, é explicado pelo maior volume vendido na plataforma (GMV), pelo aumento das taxas cobradas dos vendedores (take rate), pelo aumento da receita de serviços financeiros vinda do cartão de crédito em parceria com o Banco Pan (BPAN4), e pela receita das empresas adquiridas em 2021.

O Ebitda, por sua vez, passou de R$ 5,6 milhões positivos no quarto trimestre de 2020 para R$ 51,7 milhões negativos no mesmo intervalo de 2021.

No acumulado de 2021, o Ebitda foi de R$ 34,9 milhões negativos, contra R$ 30,3 milhões positivos em 2020. A piora do indicador, segundo a empresa, é consequência do aumento de despesas, “imprescindível para colocar o Méliuz em uma posição favorável frente aos concorrentes”, diz o relatório de balanço.

No quarto trimestre, o GMV consolidado da companhia, que reúne todas as plataformas do grupo, somou R$ 2 bilhões, alta de 113% em relação aos mesmos três meses de 2020.

O GMV de 2021 cresceu 77% e totalizou R$ 5,5 bilhões. O crescimento, segundo a empresa, deve-se à estratégia de atração e retenção de usuários e a campanhas extraordinárias na Black Friday.

O take rate médio do período entre outubro e dezembro de 2021 foi de 7,4%, alta de 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e valor recorde para a companhia. Aqui, o resultado foi impulsionado principalmente pela sazonalidade do período e pela Black Friday.

Para o ano, o take rate médio de 6,4%, contra 6,1% em 2020, também foi recorde, resultado de melhores negociações e de campanhas incrementais, diz a companhia.

Outra métrica importante para a empresa, o número de contas terminou 2021 em 22,4 milhões, crescimento de 8,4 milhões em relação ao ano anterior. O ritmo de abertura de contas foi de 33 mil por dia útil no ano passado, melhora de 69% contra os 12 meses anteriores.

O número de usuários ativos também cresceu, chegando a 9,4 milhões ao fim do período, contra 5,3 milhões no final de 2020. Na visão da empresa, o aumento da base ativa é fundamental para promover a evolução de novos produtos.

Além disso, essa expansão irá ajudar a companhia a atingir seus objetivos para o ano, de engajar a base, aumentar a venda cruzada entre os produtos e, assim, aumentar a receita média por usuário.

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