Maiores altas e baixas do Ibovespa na semana

Fonte: Shutterstock/Tony Stock

O mercado acompanhou, ao longo da semana, a divulgação dos principais indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos. No cenário doméstico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,88% em março, segundo o IBGE, acima de fevereiro (0,70%) e da expectativa do mercado (0,77%). No exterior, o índice de preços PCE dos EUA subiu 0,4% em fevereiro, em linha com as projeções, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) avançou 0,9% em março, abaixo do esperado (1,0%). 

No cenário global, as tensões envolvendo o Irã seguiram no radar dos investidores, mantendo a volatilidade nos mercados. Os preços do petróleo caminharam para as maiores quedas semanais desde junho do ano passado, apesar de ainda permanecerem em níveis elevados. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar pela reabertura do Estreito de Ormuz às vésperas de negociações previstas para este sábado (11), em Islamabad. 

Confira a seguir as principais variações do Ibovespa na semana: 

Altas 

Hapvida (HAPV3) liderou os ganhos, com alta de 24,76%, impulsionada por uma ampla reorganização societária. A companhia anunciou mudanças relevantes na estrutura de controle, incluindo movimentações entre acionistas e a saída de Jorge Pinheiro do comando após 27 anos. Além disso, o BTG Pactual informou participação de cerca de 8,43% no capital, somada a exposição via derivativos, o que reforçou a percepção de interesse institucional no papel. 

C&A (CEAB3) avançou 12,96%, em meio à volatilidade do setor de varejo. Apesar das preocupações com uma possível revisão da taxação de compras internacionais de até US$ 50, que poderia elevar a concorrência com players estrangeiros, os papéis reagiram positivamente, possivelmente refletindo recomposição após quedas recentes e expectativa de adaptação da companhia ao novo ambiente competitivo. 
 
Auren Energia (AURE3) recuou 10,58% na semana. A companhia voltou ao radar dos investidores após divulgar resultados do 4º trimestre de 2025, com lucro líquido de R$ 354,7 milhões, revertendo prejuízo do ano anterior, e EBITDA ajustado próximo de R$ 1 bilhão, indicando avanço operacional após a integração de ativos e reorganização da empresa. 

Equatorial (EQTL3) subiu 10,54%, apoiada em iniciativas de inovação. A empresa anunciou investimento de R$ 21 milhões no Projeto Delfos, que utiliza inteligência artificial para monitorar, em tempo real, a experiência dos clientes nas distribuidoras do grupo, buscando ganhos de eficiência operacional e melhoria na qualidade do serviço. 

Axia Energia avançou 10,21% (AXIA3) e 10,32% (AXIA4), após aprovação da migração para o Novo Mercado. A decisão envolve a conversão de ações preferenciais em ordinárias, etapa necessária para atender às exigências de governança do segmento, o que tende a aumentar a atratividade dos papéis para investidores institucionais. 

Baixas 

Azzas 2154 (AZZA3) registrou a maior queda, de 17,33%, pressionada por revisão de recomendação do Bank of America. Apesar de lucro recorrente praticamente estável no 4T25, o banco destacou pressões operacionais, aumento de custos e ambiente mais competitivo, além de possíveis impactos indiretos das tensões geopolíticas sobre o consumo. 

Suzano (SUZB3) caiu 7,26%, após rebaixamento de recomendação pelo Bank of America e corte significativo no preço-alvo. A ação também apresentou forte volatilidade, chegando a entrar em leilão na B3, refletindo ajustes de expectativa para o setor de papel e celulose. 

MBRF (MBRF3) recuou 4,62%, impactada pelo cenário externo. A escalada das tensões no Oriente Médio tem elevado custos logísticos e gerado incertezas para exportadoras de proteína animal. Além disso, o BB Investimentos revisou para baixo o preço-alvo da companhia, citando desafios como barreiras comerciais e dinâmica global de demanda. 

Totvs (TOTS3) recuou 3,29% na semana. A companhia informou que o conjunto de transações relacionadas ao termo de parceria com o Instituto da Oportunidade Social (IOS) atingiu o valor acumulado de R$ 50 milhões, nível que exige divulgação ao mercado conforme regras da CVM. O IOS é uma entidade sem fins lucrativos da qual a empresa é a principal mantenedora, com atuação voltada a projetos de inclusão social por meio do trabalho. 
 
Em uma semana marcada pela divulgação de indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos e pela persistência das tensões envolvendo o Irã, o Ibovespa apresentou desempenho misto, com os movimentos das ações refletindo tanto fatores macroeconômicos quanto eventos corporativos específicos, além de revisões de expectativas por parte de analistas. 

Para acompanhar mais notícias do mercado financeiro, baixe ou acesse o TradeMap.     

Compartilhe:

Mais sobre:

Leia também:

Destaques da semana

Veja os principais eventos da semana e suas possíveis consequências: Segunda-feira (13/04) 07:00 – EUA Reunião Fundo Monetário Internacional  O Fundo Monetário Internacional se reunirá na

Mais lidas da semana

Uma newsletter quinzenal e gratuita que te atualiza em 5 minutos sobre as principais notícias do mercado financeiro.