Maiores altas e baixas do Ibovespa na semana

Fonte: Shutterstock/casa.da.photo

Entre a última semana de março e o início de abril, o mercado financeiro acompanhou de perto os desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um pronunciamento em rede nacional nesta quarta-feira (1º), afirmando que os objetivos militares do país no conflito com o Irã estariam próximos de serem alcançados. Ao comentar sobre o Estreito de Ormuz, corredor estratégico para o escoamento de petróleo do Golfo Pérsico atualmente fechado pelo Irã, Trump indicou que a reabertura da via teria maior relevância para a Europa do que para os EUA. As declarações geraram volatilidade e impactaram os mercados globais. 

Maiores altas 

A Natura (NATU3) acumulou alta de 12,01% na semana, impulsionada pelo anúncio de um novo acordo entre acionistas controladores. O compromisso, com efeito imediato e duração de dez anos, prorrogável por igual período, abrange a totalidade da participação atual de 38,8%. A medida foi bem recebida pelo mercado, que interpretou o movimento como um reforço na governança da companhia. 

A Embraer (EMBJ3) avançou 10,31% na semana após ser incluída na carteira recomendada do BTG Pactual para o mês de abril. Segundo o banco, a fabricante negocia com desconto de aproximadamente 40% em relação a seus pares, com múltiplo de cerca de 9 vezes o lucro projetado para 2026. Analistas avaliam que a recente queda das ações, influenciada pela escalada do conflito no Oriente Médio e pela volatilidade do petróleo, foi exagerada. 

Auren Energia (AURE3) subiu 9,69% na semana, refletindo melhora operacional recente. A companhia voltou ao lucro no quarto trimestre de 2025, com resultado de aproximadamente R$ 354,7 milhões, embora ainda registre prejuízo anual próximo de R$ 557 milhões. A empresa apresentou crescimento relevante nos principais indicadores, com receita líquida anual de cerca de R$ 13,1 bilhões e Ebitda de R$ 3,97 bilhões, alta próxima de 20%, impulsionada pela integração de ativos adquiridos. 

A Hapvida (HAPV3) registrou desempenho positivo na semana. O Goldman Sachs adotou uma postura mais cautelosa em relação à companhia, rebaixando a recomendação de compra para neutra e reduzindo o preço-alvo de 12 meses de R$ 18 para R$ 11. A revisão reflete a expectativa de deterioração na rentabilidade e no fluxo de caixa em 2026, após resultados abaixo do esperado no quarto trimestre de 2025. Ainda assim, as ações avançaram 9,60%

Maiores quedas 

A RD Saúde (RADL3) recuou 6,18% na semana. Apesar da queda, a companhia anunciou a distribuição de juros sobre capital próprio no valor de R$ 150,4 milhões, equivalente a R$ 0,08601 por ação. O movimento reforça a estratégia de remuneração ao acionista, mas investidores seguem atentos ao desempenho operacional e à capacidade de manutenção de crescimento e margens ao longo do ano. 

A MBRF Global Foods (MBRF3) caiu 4,76% após divulgar resultados do quarto trimestre de 2025. A receita líquida atingiu R$ 43,92 bilhões, alta de 5% na comparação anual, enquanto o Ebitda recuou 9%, para R$ 3,41 bilhões. O lucro líquido somou R$ 91 milhões, queda expressiva de 92% frente ao mesmo período do ano anterior. A companhia encerrou o período com dívida líquida de R$ 43,45 bilhões e alavancagem de 3,3 vezes, acima dos 2,47 vezes registrados no quarto trimestre de 2024. 

A Prio (PRIO3) registrou queda de 4,31% na semana, apesar do avanço operacional. A produção média no primeiro trimestre de 2026 alcançou 155,3 mil barris de óleo equivalente por dia, crescimento de 42,1% na comparação anual. As vendas também cresceram 45,7%, totalizando 14,8 milhões de barris no período. Ainda assim, o desempenho recente foi impactado por resultados fracos no quarto trimestre de 2025, com prejuízo por ação de R$ 1,04 frente à expectativa positiva e receita abaixo do projetado. O cenário refletiu a queda nos preços do petróleo, com o Brent médio a US$ 68 por barril em 2025, além de efeitos cambiais negativos. 

O período foi marcado por elevada sensibilidade dos ativos a fatores externos, especialmente às tensões geopolíticas e às expectativas para o mercado de petróleo. Mesmo com avanços pontuais nos fundamentos das empresas, o comportamento das ações reforça um ambiente ainda volátil, no qual revisões de expectativa e eventos internacionais seguem sendo determinantes para a direção dos mercados. 

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