Maiores altas e baixas do Ibovespa na semana

Fonte: Shutterstock/Isaac Fontana

O mercado acompanhou, ao longo da semana, os principais desdobramentos macroeconômicos e corporativos que influenciaram o desempenho dos ativos. No cenário externo, a alta do petróleo, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, elevou as preocupações com a inflação global e aumentou a aversão ao risco. No Brasil, o IPCA-15 avançou 0,44% em março, desacelerando frente a fevereiro (0,84%), mas acima das projeções do mercado (0,29%). Já a taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, acima da leitura anterior (5,2%) e da expectativa (5,7%), embora inferior ao nível de um ano antes (6,8%). 

Maiores altas: 

Entre as maiores altas, a MBRF (MBRF3) liderou os ganhos da semana, com valorização de 31,51%, impulsionada pela trégua no Oriente Médio, o que melhora as perspectivas para operações da companhia na região, onde possui forte exposição. Além disso, o frigorífico convocou assembleias geral ordinária (AGO) e extraordinária (AGE), nas quais os acionistas devem deliberar sobre as demonstrações financeiras de 2025, destinação do lucro e a composição do Conselho Fiscal. 

Vamos (VAMO3) avançou 18,18% na semana, mesmo após reportar lucro líquido de R$ 77,7 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 52,6% na comparação anual. No acumulado do ano, o recuo foi de 54,7%, totalizando R$ 328,7 milhões, refletindo, segundo a companhia, os impactos do ambiente de juros elevados ao longo do período. 

Assaí (ASAI3) registrou alta de 18,07%, após a Sendas Distribuidora informar que a gestora Alaska Investimentos passou a deter 4,97% das ações ordinárias e opções da companhia, totalizando mais de 67 milhões de papéis, movimento que reforçou a percepção positiva do mercado sobre o ativo. 

Maiores quedas: 

Entre as maiores quedas, a Braskem (BRKM5) recuou 11,27% na semana, pressionada pelo prejuízo líquido de R$ 10,3 bilhões no quarto trimestre de 2025, quase o dobro do registrado no mesmo período de 2024. Apesar disso, o Ebitda recorrente avançou para R$ 598 milhões, enquanto a receita líquida somou R$ 16,1 bilhões, com queda de 7% na comparação anual. 

Azzas 2154 (AZZA3) caiu 8,45%, mesmo após a BlackRock atingir participação relevante de aproximadamente 6,1% do capital da companhia. Segundo comunicado, a posição tem caráter estritamente de investimento, sem intenção de influenciar o controle ou a gestão da empresa. 

Por fim, a Eneva (ENEV3) registrou queda de 4,32% na semana, após anunciar a venda da usina térmica Pecém II por R$ 872,3 milhões, em movimento estratégico de otimização de portfólio. A companhia também foi destaque por mudanças em sua base acionária, com o fundo BPAC Infra passando a deter cerca de 22,18% do capital, após aquisição de participação anteriormente detida pela Partners Alpha Investments. 

O desempenho da semana refletiu principalmente a influência do cenário externo, com destaque para a alta do petróleo e seus impactos sobre a percepção de risco global. No ambiente doméstico, os dados de inflação e mercado de trabalho reforçaram a cautela dos investidores, em um contexto ainda desafiador, marcado por movimentos expressivos tanto positivos quanto negativos entre os ativos. 

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