Lula promete mulher no Banco do Brasil (BBAS3) e anuncia deputada evangélica no Turismo

O presidente eleito também confirmou os nomes de Carlos Lupi para a Previdência e Carlos Fávaro para Agricultura e Pecuária

Foto: Shutterstock/Isaac Fontana

Em pronunciamento convocado para anunciar quem vai comandar os ministérios que ainda estavam sem dono, o presidente eleito e diplomado, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tomará posse no dia 1º de janeiro, confirmou nomes que já eram conhecidos, como o presidente do PDT, Carlos Lupi, na Previdência, Marina Silva (Rede) no Meio Ambiente e a senadora Simone Tebet (MDB-MS) no Planejamento.

Uma das novidades mais importantes foi o anúncio de uma parlamentar evangélica para assumir o Ministério do Turismo, a deputada federal Daniela do Waguinho (União Brasil-RJ). A deputada entrou na cota de indicações do União Brasil, mas é também um esforço de Lula para se aproximar dos evangélicos, que apoiaram o presidente Jair Bolsonaro (PL) na eleição.

O futuro presidente também confirmou o nome do governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), para o Ministério da Integração Nacional e Desenvolvimento Regional. Embora seja do PDT, Góes foi uma indicação do União Brasil, mais precisamente do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Góes deve deixar o PDT para se filiar ao União Brasil. O mandato de governador se encerra no dia 31 de dezembro.

O ministério da Agricultura e Pecuária ficará com o senador Carlos Fávaro (PSD-MT). Já a pasta de Desenvolvimento Agrário será comandada pelo deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP). A de Minas e Energia será do senador Alexandre Silveira (PSD-MG).

Duas figuras importantes do MDB, e filhos de quadros históricos do partido, também vão comandar ministérios no governo de Lula. Jader Filho (MDB), filho de Jader Barbalho, será o ministro das Cidades, enquanto Renan Filho (MDB-AL), filho de Renan Calheiros, assumirá o titular dos Transportes.

O deputado federal Juscelino Filho (União Brasil-MA) será o ministro das Comunicações. O ministro da Comunicação Social, por sua vez, será o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS).

Lula anunciou cinco mulheres para compor o primeiro escalão do governo. Além de Marina Silva, Simone Tebet e Daniela do Waguinho, Ana Moser ficará com Esportes e a deputada federal Sônia Guajarara (PSOL-SP) será a ministra de Povos Indígenas.

Ao todo, para os partidos aliados, foram três indicações do União Brasil (contando com Góes), três do MDB (contando com Tebet), duas do PSD, uma do PDT e uma da Rede.

Além disso, o presidente eleito e diplomado informou quem serão os líderes do governo no Congresso. O deputado José Guimarães (PT-CE) será o líder da Câmara, enquanto o baiano Jaques Wagner (PT), o líder no Senado. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) responderá pela liderança do governo no Congresso.

Cada nome que ia sendo anunciado se aproximava de Lula para tirar uma foto. No momento de Tebet, a futura ministra do Planejamento chamou o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para fazer parte do registro.

Banco do Brasil e Caixa

Em relação às estatais, Lula disse que os nomes ainda serão anunciados, mas adiantou que o Banco do Brasil e a Caixa serão comandados por mulheres. “Vamos provar que uma mulher pode ser melhor que os homens que dirigiram o BB”, ele disse.

O presidente eleito afirmou ainda que vai defender a aprovação de uma lei que defina que homens e mulheres com a mesma função tenham o mesmo salário, e pretende começar a colocar isso em prática no BB e na Caixa.

No encerramento, Lula comparou o seu time de ministros com a lista de convocados de Tite para a seleção brasileira na Copa do Mundo. Ele disse que a lista de Tite foi uma unanimidade entre jornalistas esportivos e torcedores, mas que mesmo assim o Brasil perdeu a Copa. Usou o gancho para se virar para os ministros anunciados e dizer: “quero que vocês ganhem essa Copa e ganhem o título de melhor governo do mundo.”

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Combustíveis

O presidente eleito também aproveitou a ocasião para cutucar Bolsonaro em relação à tentativa de prorrogar as isenções de contribuições sobre combustíveis, que se encerram no dia 31, por mais 30 dias. “Quem sabe [ele tinha] a perspectiva de achar que o povo ia colocar nas nossas costas isso”, disse.

Lula não antecipou o que o seu governo fará a respeito desse tema, mas lembrou que já dizia que não achava necessário mexer nas alíquotas do ICMS para reduzir o preço da gasolina.

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