Itaú BBA vê Natura (NTCO3) no caminho certo e revisa perspectiva para companhia no ano; veja

Banco revisou o preço-alvo da empresa neste ano para R$ 18 a ação, que implica potencial de upside (valorização) de 19%

Foto: Shutterstock/rafapress

O Itaú BBA afirmou que a Natura (NTCO3) está no caminho certo para ampliar a rentabilidade. Após reunião com executivos da companhia em Nova York, o banco destacou que o turnaround, a volta por cima, da Avon na América Latina é visto pela empresa de cosméticos como o principal impulsionador para a geração de valor das operações à frente.

Segundo a instituição, uma das prioridades da companhia é o alcance de desalavancagem sustentável do balanço. Além disso, a Natura deixará de investir o caixa da América Latina em operações internacionais (à exceção da Aesop).

Nesse contexto, o BBA informou que revisou o preço-alvo da empresa neste ano para R$ 18 a ação. O número implica potencial de upside (valorização) de 19%. Na quarta-feira (15), o papel da empresa fechou em alta de 5,73%, cotado a R$ 15,14. No ano, acumula alta de 29,37%. Às 13h40 desta quinta-feira (16), a ação caía 0,86%, a R$ 15,01.

A Natura reiteirou, segundo o banco, que as mais importantes oportunidades orgânicas – que não considera aquisições, por exemplo – para o grupo estão na incorporação da Avon à Natura LatAm.

A segunda fase desse processo, prevista para este ano, vai ser concentrada na gestão dos dois negócios como um só. “Isso implica uma integração ampla, incluindo sistemas, logística etc.”, destacou o BBA. Segundo o banco, a Natura reconheceu que essa não será uma tarefa simples.

Desempenho de marcas

Em relatório, a instituição destacou a continuidade do bom desempenho apresentado pela marca Natura, com ganhos de participação de mercado e mudanças positivas no mix de produtos na maioria das regiões da América Latina.

Sobre a The Body Shop (TBS), o BBA apontou a mudança de estratégia de plataforma de crescimento para geração de caixa. Anteriormente, afirmou o banco, a companhia “acreditava que a marca poderia ter uma nova via de crescimento impulsionada pelas vendas diretas, dado o experiência notavelmente bem-sucedida com o canal durante os anos de pandemia”.

⇨ Quer acompanhar as cotações das suas ações na B3 em TEMPO REAL? Inscreva-se no TradeMap!

Caso Aesop

Já no caso da Aesop, adquirida pela Natura em 2013, a companhia mantém a busca por estratégias alternativas para a marca, segundo o BBA. “Do ponto de vista orgânico, acreditamos que a Natura & Co continuará a investir no plano de expansão da Aesop. A marca entrou recentemente na China com aparente sucesso, e não vemos motivos para questionar o crescimento nos próximos anos.”

A instituição financeira afirmou também que entende a definição de “um movimento estratégico” relacionado à Aesop como a maneira mais rápida, e mais positiva, para a melhora do balanço da Natura & Co.

De acordo com o BBA, a companhia reiterou que todas as opções relacionadas à Aesop ainda estão sobre a mesa, mas que continua vendo o desinvestimento total como o melhor e mais provável caminho.

“Estamos trabalhando com uma avaliação de R$ 8 bilhões a R$ 12 bilhões para o ativo (Aesop) e vemos o meio desse intervalo como um bom palpite para o valor real que outras empresas estariam dispostas a pagar por ele”, afirmou o banco.

Compartilhe:

Mais sobre:

Leia também:

Destaques econômicos – 02 de abril

Nesta quarta (02), o calendário econômico apresenta importantes atualizações que podem influenciar os mercados. Confira os principais eventos e suas possíveis repercussões:   04:00 –

Mais lidas da semana

Uma newsletter quinzenal e gratuita que te atualiza em 5 minutos sobre as principais notícias do mercado financeiro.