As revisões do programa Casa Verde Amarela, do governo federal, podem permitir que as construtoras aumentem os preços em até 18%, acelerando a recuperação de suas margens brutas, segundo o Itaú BBA.
Em relatório sobre o setor de construção civil, os analistas Daniel Gasparete, André Dibe, Bruna Breunig e Alejandro Fuchs, reiteraram preferência a exposição a empresas mais focadas no público de baixa renda.
“Esperamos que mudanças temporárias e estruturais sejam aprovadas nas próximas semanas pelo governo. Com isso, acreditamos que todos os players possam se beneficiar, principalmente Direcional e Plano&Plano. Mas a nossa ação preferida do segmento ainda é a MRV”, afirma o BBA.
Os analistas também acreditam que o mercado está ignorando a perspectiva de alta e reiteram classificação de outperform, ou seja, acima das expectativas, para construtoras de baixa renda, bem como preferência por essas empresas em relação às construtoras de renda média.
O governo federal quer realizar algumas alterações no processo de seleção das famílias de baixa renda que estão aptas a participar do programa. Agora, os municípios serão responsáveis não só pela informatização dos cadastros, mas também pelos processos de planos habitacionais, prazos, entre outros.
Para o banco, se todas as melhorias do programa se traduzirem em preços de habitação mais altos, as margens brutas podem subir em até 790 pontos-base. Dessa forma, ajudará “empresas a acelerar a recuperação de sua margem bruta após um difícil 2021 e início de 2022”, destacou o BBA.
Nesta quinta, por volta das 11h35, o setor de construção civil acompanhava o movimento de alta do Ibovespa, que avançava mais de 2%. O papel que mais se valorizava era o da MRV (MRVE3), com elevação de 5,83%.
Veja como performavam as ações do segmento:
