Irani (RANI3) é uma tese de investimento única no Brasil, diz CFO

Na TradeLive desta semana, o CFO da companhia explicou como a Irani se diferencia de Suzano e Klabin

Foto: Shutterstock

Após seu re-IPO, em 2020, a Irani (RANI3) tem investido em crescimento do negócio de papel para embalagens sustentáveis no Brasil, mas sem deixar de pagar proventos atrativos aos seus investidores.

A companhia é uma das principais produtoras no país e faz questão de se diferenciar do ditos pares: Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11). Odivan Cargnin, CFO da Irani, disse na TradeLive desta semana que a companhia tem um modelo único no Brasil e nenhum dos players citados é comparável com a empresa.

“Se o preço da celulose cair, o impacto para a Irani é o mesmo da soja e minério de ferro: zero. E é o principal mal entendido; às vezes, até o próprio mercado coloca a Irani junto à Suzano e Klabin. Não vendemos um quilo de celulose, tampouco compramos”, afirma o executivo.

“Nós produzimos celulose. Temos as florestas e a convertemos em papel”, salientou Cargnin. Ele, entretanto, pontuou que em determinados negócios, como embalagens, a empresa compete com a Klabin, embora a empresa tenha uma grande parcela de sua atividade voltada à celulose.

Com mais de oito décadas de atuação no setor, a Irani tem operações administrativas e produtivas em Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 

A empresa abriu o capital em 1977, mas foi nos últimos dois anos que ganhou mais destaque na Bolsa. Isso porque, em meados de 2020, após alguns anos de reestruturação, a empresa se lançou novamente ao mercado com uma oferta de ações que aumentou o número de ações em circulação.

Nos 12 meses encerrados em junho, a companhia teve uma receita líquida de R$ 1,68 bilhão, avanço de 28,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior. 

A proporção da dívida líquida ajustada em relação ao Ebitda da Irani, também conhecida como alavancagem financeira, terminou o segundo trimestre em 1,11 vez. Este patamar abre a possibilidade de maior pagamento de dividendos pela empresa.

A política de distribuição dos lucros aos investidores assegura um payout de, no mínimo, 25%. Caso a alavancagem financeira anual permaneça abaixo de 2,5 vezes, há a distribuição de mais 25%, totalizando 50%. Segundo o CFO da empresa, é o que aconteceu em 2021 e deve acontecer neste ano também.

Embora a trajetória seja de crescimento em um negócio que demanda muito investimento em capital, a empresa não tem deixado de remunerar seus investidores. O atual DY (dividend yield) está em sólidos 8,56%, resultado de um pagamento de R$ 0,64 por ação nos últimos 12 meses.

O CFO da Irani disse que o esperar da companhia na TradeLive desta semana. Confira a entrevista completa!

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