O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostrou que as vendas no setor aumentaram 6,7% em fevereiro na comparação com o mesmo período do ano passado, já descontado o efeito da inflação. O crescimento foi o mais intenso desde julho de 2021, quando a expansão havia sido de 7,2%.
O resultado também foi o melhor dos últimos sete meses mesmo depois de ser ajustado para compensar o efeito calendário.
Em fevereiro de 2022 os números foram mais fortes que em igual mês de 2021 porque houve menos dias impactados pelo Carnaval. Desconsiderando este efeito, as vendas no varejo aumentaram 5,5% em fevereiro deste ano, a alta mais intensa desde julho de 2021, quando houve crescimento de 6,5%.
Segundo a Cielo, a diminuição de medidas de isolamento utilizadas para combater a pandemia da Covid-19 favoreceu setores do comércio.
“Fevereiro marcou o quarto mês seguido de alta nas vendas. Elas foram beneficiadas pela redução das restrições provocadas pela pandemia e pelo desempenho de determinados setores, como os que compõem o bloco de serviços. Os destaques foram Turismo e Transporte e Bares e Restaurantes”, disse Pedro Lippi, Head de Inteligência da Cielo, em nota.
As ações de empresas do setor de varejo tem sofrido na Bolsa por causa da perspectiva de juros maiores – que encarecem o crédito – e de inflação alta – que reduz a renda disponível da população para o consumo de itens não essenciais.
Hoje, porém, os papéis do setor registram um dia positivo. O Icon, índice da B3 que agrega empresas dos setores de consumo cíclico, consumo não cíclico e saúde, subia 0,80% – mais que o Ibovespa, principal índice da Bolsa, que tinha alta de 0,53%.
Entre os destaques de alta do setor varejista, estavam as ações do Magazine Luiza (MGLU3 +3,29%), Americanas (AMER3 +2,37%) e Lojas Renner (LREN3 +0,98%).