Puxado pela alta do minério de ferro, o IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado), conhecido por ser o índice que reflete preços no atacado e que costuma reajustar contratos de aluguel, teve alta de 1,82% em janeiro, uma aceleração em relação aos 0,87% registrados em dezembro.
Apesar disso, o número veio abaixo do esperado pelos analistas ouvidos pela Reuters, que apostavam em um salto de 2%. Em 12 meses, o índice acumula alta de 16,91%.
O indicador é formado por três índices: o IPA (índice de preços ao produtor), o IPC (índice de preços ao consumidor) e o INCC (índice de custo da construção). O índice de preços ao produtor, que mede a inflação atacadista, saltou 2,30% em janeiro –mais da metade desse aumento veio da alta do minério de ferro.
Já o IPC, influenciado pela queda nos preços da gasolina, desacelerou, crescendo 0,42% em janeiro (ante 0,84% em dezembro). Por outro lado, categorias como alimentação, vestuário, comunicação e despesas diversas tiveram crescendo mais forte neste mês.
O INCC teve alta de 0,64% em janeiro, acelerando o ritmo em relação a dezembro.
O que diz a FGV
“A inflação ao produtor segue espalhada. Os preços dos bens de investimento subiram 2,07%, ante 0,78%, em dezembro de 2021. Já os preços de materiais e componentes para manufatura avançaram para 1,33%, depois de subirem 0,40% no mês passado. Por fim, o minério, embalado pela escalada do preço internacional, fechou janeiro com alta de 18,26% e respondeu por 52% do resultado do IPA”, afirmou André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV.
Afinal, o que mede o IGP-M?
O IGP-M é usado como indexador em muitos contratos de aluguel, energia elétrica, mensalidades, alguns tipos de seguros e alguns planos de saúde. Ele é formado por três índices de preços:
- O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) mede a variação de preços dos bens por estágios de processamento (bens finais, bens intermediários e matérias-primas brutas) e por origem (produtos agropecuários e produtos industriais). Responde por 60% do IGP-M
- O IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que é o termômetro dos preços ao consumidor em oito categorias (alimentação, habitação, vestuário, saúde e cuidados pessoais, educação, leitura e recreação, transportes, despesas diversas e comunicação). Responde por 30% do IGP-M
- INCC (Índice Nacional de Custo de Construção), formado por materiais, equipamentos e serviços e mão de obra. Responde por 10% do IGP-M