Ibovespa recua com deterioração das projeções do Focus e incertezas no Oriente Médio

Fonte: Shutterstock/Bigc Studio

O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (08) em queda de 0,21%, aos 168.669 pontos, refletindo a combinação entre as incertezas geopolíticas no Oriente Médio e a deterioração das expectativas para inflação e juros no Brasil.

No cenário internacional, a suspensão dos ataques mútuos entre Irã e Israel trouxe um alívio momentâneo às tensões no Oriente Médio, após um apelo do presidente norte-americano, Donald Trump. Entretanto, a trégua foi acompanhada por novas ameaças de ambos os lados, especialmente de Israel, cujo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, afirmou que responderá “com força” a qualquer nova ofensiva iraniana.

No plano doméstico, o mercado repercutiu a nova deterioração das expectativas econômicas captada pelo Boletim Focus. A projeção para o IPCA de 2026 avançou de 5,09% para 5,11%, registrando a 13ª alta semanal consecutiva, enquanto a estimativa para a taxa Selic ao final do próximo ano subiu de 13,25% para 13,50%. O movimento reflete a percepção de que a persistência das tensões no Oriente Médio e seus impactos sobre os custos de energia podem dificultar o processo de desinflação da economia brasileira, exigindo a manutenção de juros elevados por um período mais prolongado e reduzindo as expectativas de flexibilização da política monetária.

No cenário microeconômico, o setor petrolífero apresentou desempenho misto ao longo da sessão. As ações da Petrobras avançaram 0,72% nas ordinárias (PETR3) e 0,81% nas preferenciais (PETR4), acompanhando a recuperação dos preços da commodity em meio à persistência das tensões no Oriente Médio. A Prio (PRIO3) também encerrou o pregão em alta, com valorização de 2,32%, enquanto a Brava Energia (BRAV3) subiu 1,24%. Em contrapartida, a Ultrapar (UGPA3) recuou 1,12%, a Vibra Energia (VBBR3) caiu 0,62% e a Cosan (CSAN3) registrou perda expressiva de 4,46%.

No setor bancário, as ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 1,55%, enquanto os papéis do Itaú Unibanco (ITUB4) cederam 0,80% e os do Banco do Brasil (BBAS3) registraram queda de 0,37%. O BTG Pactual (BPAC11) também encerrou a sessão em baixa, com recuo de 0,30%. Na contramão, o Santander (SANB11) avançou 0,19%, encerrando próximo da estabilidade.

Entre as maiores altas do Ibovespa, os papéis da WEG (WEGE3) lideraram os ganhos do índice, com valorização de 3,63%. Na sequência, as ações da Prio (PRIO3) avançaram 2,32%, enquanto a RaiaDrogasil (RADL3) subiu 2,18%. Também figuraram entre os destaques positivos Cyrela (CYRE3), com alta de 1,61%, e Embraer (EMBR3), que avançou 1,54%.

Na ponta negativa, os papéis da MRV (MRVE3) lideraram as perdas do pregão, com recuo de 4,64%. O movimento de baixa foi acompanhado pelas ações da Cosan (CSAN3), que caíram 4,46%, e da Rumo (RAIL3), com desvalorização de 3,01%. Também registraram quedas relevantes Natura (NATU3), que recuou 2,68%, e SLC Agrícola (SLCE3), com perda de 2,43%.

As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:

Altas

• WEG (WEGE3): +3,63%

• Prio (PRIO3): +2,32%

• RaiaDrogasil (RADL3): +2,18%

• Cyrela (CYRE3): +1,61%

• Embraer (EMBJ3): +1,54%


Baixas

• MRV (MRVE3): -4,64%

• Cosan (CSAN3): -4,46%

• Rumo (RAIL3): -3,01%

• Natura (NATU3): -2,68%

• SLC Agrícola (SLCE3): -2,43%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (08/06):

• Segunda-Feira (08): -0,21%

• Na semana: -0,21%

• Em junho: -2,95%

• No 2°tri./26: -10,02%

• Em 12 meses: +23,93%

• Em 2026: +4,68%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia sem direção única:

• Dow Jones: -0,16%

• Nasdaq: +0,86%

• S&P 500: +0,30%

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