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Ibovespa cai em meio a cautela internacional com variante Ômicron; CVC despenca

Ibovespa cai em meio a cautela internacional com variante Ômicron; CVC despenca

Agência de viagens tem queda de 7% após suspensão das operações da ITA

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Foto: Divulgação

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Seguindo a cautela internacional diante do aumento das preocupações com a variante Ômicron do coronavírus, o Ibovespa opera em queda nesta segunda-feira, com recuo de 2,6% por volta das 13h, aos 104.408 pontos.

No centro das preocupações estão os temores em torno da variante Ômicron do coronavírus, depois de uma série de países europeus ter endurecido medidas para conter a disseminação do vírus. A Holanda, por exemplo, decretou quarentena, enquanto França e Áustria aumentaram as restrições a viagens internacionais.

O fato de ser inverno no Hemisfério Norte piora a situação e ameaça a capacidade de atendimentos dos hospitais, segundo Túlio Nunes, especialista de finanças da Toro Investimentos. Nunes menciona ainda as festas de fim de ano como um fator que pode intensificar o contágio.

Além da aversão global ao risco, mais fatores internos ajudam a azedar o humor do mercado brasileiro. Na visão de Nunes, “além das condições macroeconômicas deterioradas como alta inflação, elevação nos juros e atividade estagnada, o mercado espera um ano de volatilidade em 2022 devido às eleições presidenciais que se aproximam”.

Nesta manhã, o Banco Central (BC) divulgou a última edição do boletim Focus, que compila as expectativas do mercado para os principais indicadores da economia. As projeções para o IPCA de 2021 passaram de 10,05% para 10,04%, enquanto as estimativas para o PIB caíram de 4,65% para 4,58%.

A votação do relatório final do Orçamento de 2022, que deveria ocorrer nesta manhã, foi adiada, uma vez que o relatório só foi disponibilizado pelo relator no início desta manhã. Para hoje, então, estão previstas reuniões da comissão para buscar entendimento de questões técnicas do relatório.

O petróleo também opera em forte queda com a expectativa de que novas medidas de restrição atrasem a reabertura econômica ao redor do mundo.

Nos Estados Unidos, o pacote de infraestrutura do presidente Joe Biden, que parecia garantido, voltou a ser ameaçado após o senador democrata Joe Manchin ter se mostrado contrário ao projeto, fazendo com que o partido precise voltar às negociações.

A partir desta segunda, tem início um movimento de diminuição de liquidez nos mercados com a aproximação das festas de final de ano.

CVC Brasil (CVCB3), Locaweb (LWSA3) e CSN (CSNA3) lideram as baixas do Ibovespa, com recuos de 7,04%, 6,41% e 6,48%, respectivamente. Do outro lado, BRF (BRFS3), JBS (JBSS3) e Minerva (BEEF3) têm as maiores altas, de 1,12%, 1,03% e 1,01%, após uma semana positiva para os frigoríficos.

Destaques corporativos

Uma notícia que movimenta os mercados nesta segunda foi a suspensão de todas as operações da Itapemirim Transportes Aéreos (ITA), anunciada pelo Grupo Itapemirim na sexta-feira, dia 17.

A suspensão das atividades da ITA surpreendeu a CVC (CVCB3), disse a agência de viagens, que precisou criar uma operação especial para dar apoio aos clientes prejudicados.

O papel também sofre devido a uma tendência geral do setor, segundo Túlio Nunes: “O mercado global, inclusive o Brasil, está apreensivo com a velocidade da disseminação da nova variante do coronavírus, o que pode desencadear medidas mais restritivas na circulação de pessoas. Os setores mais prejudicados estão ligados justamente à reabertura da economia, como turismo e companhias aéreas.”

No setor, além da CVC, as ações da Azul (AZUL4) tinham baixa de 4,01%, a R$ 24,40, enquanto as da Gol (GOLL4) caíam 2,86%, a R$ 17,66.

A Eletrobras (ELET3) informou que planeja investir R$ 48,3 bilhões entre 2022 e 2026. O foco da empresa será ampliar a geração de energia e melhorar os sistemas de transmissão. O papel era negociado em queda de 4,85%, a R$ 32,18.

A Via (VIIA3), por sua vez, anunciou a emissão de notas comerciais para alongamento do saldo de R$ 400 milhões em debêntures, cujo vencimento original seria na quinta-feira. Além disso, a empresa informou a conclusão de outra operação de alongamento de dívida, no valor de R$ 1,1 bilhão. Ambas as medidas devem preservar o caixa em cerca de R$ 1,5 bilhão em 2022. Após a notícia, a ação da varejista tinha recuo de 1,24%, a R$ 4,79.

Em outra frente, a Braskem (BRKM5) realizará nesta segunda o pagamento de R$ 6 bilhões em dividendos antecipados, referentes ao resultado do exercício de 2021. O papel perdia 0,94%, a R$ 54,67.

No mais recente capítulo da Alliar (AALR3), representantes do bloco de controle da empresa informaram que a conclusão da fatia majoritária da companhia ao empresário Nelson Tanure deve ocorrer nos próximos dias. A R$ 16,80, a ação tinha baixa de 4,11%.

A Suzano (SUZB3) anunciou um aumento de US$ 20 por tonelada de celulose para o mercado asiático, em vigor a partir de janeiro. Apesar disso, o papel tinha queda de 3,19%, a R$ 59,55.

Ainda em commodities, a Enauta (ENAT3) informou que a produção no Campo de Manati, na Bacia de Camamu, foi retomada após um incidente que paralisou as operações no dia 10. A ação operava em baixa de 2,57%, a R$ 13,29.

Outro ponto de destaque no dia é a distribuição, pela Bradespar (BRAP4), de 41% de sua fatia da Vale (VALE3) por meio de redução de capital. Assim, os acionistas que detinham participação na Bradespar terão direito a um percentual de ações da mineradora. O papel da Bradespar caía 4,49%, a R$ 22,10, enquanto o da Vale tinha recuo de 1,38%, a R$ 78,08.

Finalmente, a CCR (CCRO3) informou que o tráfego de veículos nas rodovias sob sua adimistração subiu 2,7% entre 10 e 16 de dezembro, em relação ao mesmo período de 2020. A ação caía 3,95%, a R$ 11,67.Parte inferior do formulário

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