Navegue:
Hegemônica, Vale (VALE3) vai para o terceiro mês do ano como a ação mais recomendada; veja as indicações de 13 corretoras

Hegemônica, Vale (VALE3) vai para o terceiro mês do ano como a ação mais recomendada; veja as indicações de 13 corretoras

Papéis de empresas ligadas a commodities continuam no topo da lista dos analistas

A Vale, maior posição da carteira teórica do índice Ibovespa, tem mais um incentivo à Bolsa brasileira.

Foto: Divulgação/Janaina Duarte

Por:

Compartilhe:

Por:

Depois de ocupar o posto de queridinha dos analistas em janeiro e fevereiro deste ano, a Vale (VALE3) continua sendo a ação mais indicada para março, figurando na carteira recomendada de 12 das 13 corretoras consultadas pela Agência TradeMap.

A tônica dos mercados no mês de março deverá ser pautada pelos desenvolvimentos do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, segundo os analistas, que até então vêm impulsionando as cotações de commodities – e, por consequência, de ações ligadas ao setor, como a Vale.

Mesmo com os preços tendo subido significativamente e com incertezas pela frente, a visão da equipe de analistas da Ativa Investimentos é que o cenário segue positivo para as commodities, que devem ser beneficiadas, além do conflito no leste europeu, pela reabertura econômica e por um crescimento de oferta abaixo da velocidade da demanda.

Os analistas da Mirae também acreditam que a alta das commodities deve continuar em março, assim como os da Genial Investimentos, que seguem apostando em empresas do setor, mas com maior diversificação entre empresas de exploração de petróleo, mineração, frigoríficos e do agronegócio do que anteriormente.

O BB Investimentos também aumentou sua exposição ao segmento de commodities para além das energéticas e metálicas, incluindo ações de empresas ligadas ao agronegócio e a papel e celulose. O banco também defende a exposição a ativos do setor elétrico, que tendem a ser mais defensivos diante de pressões inflacionárias.

Outra estratégia adotada pela equipe de analistas da Genial é uma maior exposição aos setores de varejo e construção civil, por acreditar que o cenário de alta de juros e baixo crescimento econômico já está precificado nas ações, que podem inverter a tendência de queda daqui para frente. A corretora, porém, alerta que manterá uma postura cautelosa diante de qualquer sinal de piora da conjuntura.

Na contramão, o BB-BI zerou suas posições em setores cíclicos e mais ligados ao cenário macroeconômico brasileiro, “dado os desafios relacionados à pressão inflacionária, com redução no poder de compra da população e elevação da taxa de juros, aumentando consequentemente a pressão financeira no endividamento das empresas”.

Confira a seguir os cinco papéis mais indicados para março.

Ação Número de indicações
Vale (VALE3) 12
Itaú (ITUB4) 7
Petrobras (PETR4) 6
Suzano (SUZB3) 6
BTG Pactual (BPAC11) 5
Fontes: Ágora, Banco Inter, BB Investimentos, Elite Corretora, Genial Investimentos, Guide, Mirae, Órama, Safra Corretora, Santander Corretora, Ativa Investimentos, Warren e Toro Investimentos

Prêmio de qualidade do minério deve assegurar boa performance da Vale

A recente alta nos preços do minério de ferro deve impulsionar todas as empresas do setor, mas a Vale pode ser a mais beneficiada. “Em nossa visão, a Vale é uma das principais beneficiadas pelo aumento do preço do minério internacional e da alta do dólar em relação ao real, visto que é uma das principais empresas exportadoras do país e está entre as empresas mineradoras mais relevantes do mundo”, diz a Guide Investimentos.

Apesar do aumento da incerteza sobre o nível de crescimento da China, fatores que, segundo os analistas da Safra Corretora, podem prejudicar o desempenho das ações da Vale no curto prazo, o fluxo de caixa sólido e os níveis atrativos de remuneração aos acionistas garantem a visão positiva do banco para a mineradora.

A Ativa Investimentos também espere que a demanda da China siga pressionada diante das limitações na produção de aço no país e da desaceleração do setor de construção. Porém, a corretora reconhece que a Vale tem mantido resiliência operacional diante deste cenário desafiador, privilegiando valor sobre volume.

A Órama, mais otimista, enxerga economias aquecidas ao redor do mundo, o que tem segurado os preços do minério “lá em cima”. A tendência deve ser fortalecida, ainda, por estímulos vindos do pacote de infraestrutura dos Estados Unidos, o que deve aumentar a demanda futura.

O Safra menciona ainda o prêmio de qualidade para o minério da Vale, que deve se manter próximo ano nível atual, uma vez que as siderúrgicas vêm buscando mais eficiência e estabelecido padrões ambientais mais altos. A Ativa aponta que a companhia pode explorar ainda mais o diferencial qualitativo do minério do Sistema Norte, o que pode seguir gerando impacto positivo nos prêmios dos produtos e beneficiar a geração de caixa futura.

Expectativa de crescimento na carteira de crédito sustenta otimismo com Itaú

As projeções para 2022 divulgadas pelo Itaú animaram o mercado, que espera um bom crescimento na carteira de crédito para o ano. A Safra Corretora prevê ainda uma melhora de mix e a manutenção da inadimplência em patamares saudáveis.

Os analistas da Ativa mencionam também a proatividade da gestão do banco frente aos desafios impostos pela digitalização e pelo aumento de competividade no sistema financeiro tradicional como pontos que jogam a favor das ações.

Rali do petróleo continua impulsionando a Petrobras

Os preços do petróleo, que seguem em rali, devem continuar a sustentar as ações da Petrobras.

O Safra acredita ainda que a ação da Petrobras deve se beneficiar do contínuo processo de redução do endividamento da companhia, que permite a adoção de uma nova política de dividendos, assim como do foco em ativos com maiores retornos.

Outros pontos que podem beneficiar as ações no curto prazo, segundo os analistas da Guide, são a continuidade da venda de ativos não estratégicos, o avanço no projeto de desinvestimento de refinarias, e a perspectiva de novos anúncios de dividendos.

O principal ponto de atenção para a empresa segue sendo a possibilidade de interferência em sua política de preços. O Safra acredita que esse risco é limitado, “uma vez que a legislação e o estatuto da empresa trazem alguma proteção contra interferência política”.

Melhor momento do mercado de celulose deve beneficiar Suzano

Depois de fortes resultados mesmo com uma demanda mais assimétrica da China e do aumento de custos em meio a adversidades logísticas e alta no preço de commodities, a Ativa Investimentos acredita que a Suzano tem um caminho ainda mais positivo à frente.

Os analistas da corretora enxergam um melhor momento para o mercado global de celulose, de modo que a Suzano deve ser capaz de aplicar reajustes de preços; um arrefecimento da dinâmica de custos; e o êxito da empresa em seu processo de redução de dívidas.

Outros fatores que seguem beneficiando a companhia, na visão da Ativa, são o atraso em projetos anunciados por concorrentes, a fraqueza do real e a diferença entre os preços da celulose de pinus e eucalipto.

BTG Pactual deve surfar na alta das taxas de juros

O aumento nas taxas de juros deve favorecer o BTG Pactual, na visão da Órama, resultando em maiores spreads nas operações de intermediação e em novas possibilidades de estruturação e prestação de serviços.

A corretora também chama atenção para o crescimento das operações do banco nos últimos anos, especialmente nos serviços de wealth management, que geram boas sinergias e receitas.

Na opinião dos analistas Toro Investimentos, o grande diferencial do BTG é mostrar rentabilidade semelhante à dos grandes bancos, impulsionada pela entrada no segmento de varejo, mas com potencial de crescimento de banco digital. “Entendemos que os principais múltiplos se apresentam com grande desconto em relação ao seu histórico e esperamos resultados sólidos, apesar das indefinições do cenário macroeconômico do Brasil”, diz a Toro.

 

Compartilhe: