Guerra comercial entre EUA e China afeta bolsas ao redor do mundo

A segunda semana de agosto começa com tensão forte para os investidores após a China responder os Estados Unidos. Acontece que na semana passada, o presidente dos EUA Donald Trump anunciou uma tarifa de 10% em US$ 300 bilhões em importações de produtos do país asiático a partir do dia 1 de setembro.

De acordo com o Estadão, Pequim pediu para que algumas empresas estatais detenham as compras de produtos agrícolas americanos. Enquanto isso, o Banco do Povo da China autorizou que o dólar rompesse o nível de 7 yuans (moeda chinesa) pela primeira vez em onze anos. Segundo a instituição asiática, a desvalorização da moeda doméstica é “resultado do protecionismo comercial e das tarifas mais altas sobre produtos chineses aplicadas pelos EUA”.

A valorização do dólar em relação à moeda chinesa espelha que Pequim está disposta a tolerar fraquezas cambiais frente à disputa com o governo norte-americano.

Segundo o portal Seu Dinheiro, se a intenção de Trump de taxar 10% sobre os produtos chineses for levada a sério, o novo imposto vai atingir os consumidores estadunidenses e as empresas americanas enfrentarão mais interrupções na oferta.

Essa disputa comercial afeta todas as bolsas de valores ao redor do mundo. Na Europa e os futuros de Nova York estão em queda de mais de 1%, como aponta o Estadão. Já aqui no Brasil, a B3 iniciou o pregão em baixa – às 12h, grande parte das maiores altas do Ibovespa estava caindo e o índice Ibov acompanha o ritmo. Veja:

 

As bolsas asiáticas também enfrentam perdas. Em Tóquio, por exemplo, o índice Nikkei despencou 1,74%, enquanto na China o Xangai Composto sofreu queda de 1,62%.

Reforma da Previdência

Aqui no Brasil, após quase 20 dias de recessão do Congresso Nacional, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, agendou oito reuniões de plenário para votação em segundo turno da reforma da Previdência.

Na última quarta-feira, 31 de julho, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu reduzir a Selic de 6,5% ao ano para 6%. Enquanto o Federal Reserve (banco central dos EUA) também cortou a taxa de juros, entre 2% e 2,25% ao ano. Clique aqui para saber mais.

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