Estatal em ano de eleição é cilada? Para a XP, Petrobras (PETR4) vale o risco

Alta qualidade dos ativos do pré-sal, preço das ações e dividendos motivam a recomendação

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Foto: Divulgação

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Umas das máximas do mercado financeiro no Brasil é que ano de eleição sempre é um período de maior volatilidade para as ações das empresas estatais. Se o candidato preferido dos investidores vai mal nas pesquisas, as ações despencam. Se há algum sinal de melhora, o otimismo volta com tudo.

Por causa disso, os mais cautelosos preferem manter uma certa distância das estatais, em especial a Petrobras, empresa conhecida por um histórico de intervenções do governo federal e escândalos de corrupção. É para quem tem estômago.

Os analistas da XP, no entanto, acreditam que a companhia de petróleo vale o risco. A corretora voltou a cobrir a empresa, às vésperas da entrada do ano que deverá ser marcado por uma das eleições mais polarizadas do Brasil, e está recomendando a compra do papel, com um preço-alvo de R$ 45,30 para as ações preferenciais e ordinárias (PETR4 e PETR3), enquanto o preço-alvo da ADR, negociada em Nova York, foi calculado em US$ 16,40.

Por volta das 12h, PETR4 era negociada com alta de 0,07%, a R$ 28,34, enquanto PETR3 tinha avanço de 0,46%, a R$ 30,59.

Não é que a XP não esteja considerando o risco político. O relatório da recomendação, publicado nesta segunda-feira, dia 27, admite que “a eleição presidencial de 2022 deve trazer muita volatilidade para as ações, juntamente com um alto grau de incerteza sobre como será a governança corporativa da Petrobras a partir de 2023”, conforme escrevem os analistas Andre Vidal, Maíra Maldonado e Marcella Ungaretti.

Contudo, a XP acredita que o risco é mais do que compensado pela alta qualidade dos ativos do pré-sal, o preço das ações e os dividendos robustos. “Está barata demais para ignorar”, diz o título do relatório.

A corretora, por exemplo, ressalta que a projeção de crescimento da produção de petróleo da companhia é de de 4% ao ano entre 2021 e 2026. “A companhia possui diversas reservas a serem exploradas na próxima década em projetos de alto retorno e baixo risco de execução”, diz a XP.

Na estimativa da corretora, caso a Petrobras continue operando em linha com o que vem sendo feito nos últimos anos, os dividendos devem totalizar cerca de 100% da capitalização de mercado da empresa entre 2022 e 2026. Para 2022, a expectativa é de um dividend yield (taxa de retorno dos dividendos) de cerca de 23%.

A corretora menciona ainda que as ações estão baratas em comparação com petroleiras estrangeiras.

Uma das formas de comparar isso é por meio de uma conta que divide o valor de mercado da empresa pelo Ebitida projetado para os próximos 12 meses (o múltiplo EV/Ebitda com 12 meses à frente). Quanto menor o resultado, mais barata a empresa.

Pelas contas da XP, a Petrobras vale 2,5 vezes o seu Ebitda estimado para 12 meses, contra 3,4 vezes para as rivais russas e 4 vezes para as grandes do Ocidente.

Há, no entanto, riscos para a visão positiva da XP. Um deles é que a empresa volte a ser usada para subsidiar combustíveis. “Embora haja indícios de que a Petrobras não esteja seguindo estritamente a paridade internacional de preços dos combustíveis, a situação está longe do que aconteceu entre 2011 e 2014, quando pelo menos US$ 40bilhões foram perdidos”, afirmam os analistas.

Além disso, a corretora cita a possibilidade de estouro de orçamento em investimentos, como já ocorreu no passado, questões de governança diante das eleições, variações nos preços do petróleo e no câmbio, e riscos operacionais que possam causar derramamento de óleo ou derivados.

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