O governo federal pretende reduzir mais uma vez a quantidade de aviões KC-390 encomendados à Embraer (EMBR3) – algo que, segundo a companhia, está fora do escopo de uma renegociação recente, concluída em fevereiro deste ano.
Em comunicado divulgado na noite de segunda-feira (23), a Embraer disse que “tomou conhecimento nesta data da intenção da União de reduzir unilateralmente para 15 o número total de aeronaves” previstas nos contratos envolvendo o KC-390.
A empresa, no entanto, ressaltou que em fevereiro, quando foi concluída uma renegociação que diminuiu de 28 para 22 o número total de aeronaves a serem entregues, não havia previsão contratual de um novo corte nas encomendas.
Na época, a Embraer também disse que sua carteira de pedidos sofreria uma redução de quase US$ 500 milhões por causa do acordo – ou cerca de US$ 83 milhões por aeronave.
Aplicando o mesmo valor ao corte unilateral nas encomendas do KC-390 divulgado ontem, haveria uma redução adicional de US$ 581 milhões na carteira de pedidos da companhia.
O desenvolvimento do KC-390 é um projeto conjunto da Embraer com o governo brasileiro. Em 2019, a companhia entregou as duas primeiras aeronaves para a Força Aérea Brasileira. No ano seguinte, foram feitas mais duas entregas à União.
A Embraer também tem contratos para a venda de cinco KC-390 para Portugal e de dois aviões deste modelo para a Hungria.