A Eletrobras (ELET3) informou na noite desta sexta-feira (28), em comunicado ao mercado, que vai lançar na próxima terça-feira (1) um plano de demissão voluntária que deve custar R$ 1 bilhão aos cofres da companhia.
O programa é voltado para funcionários que já são aposentados ou que podem se aposentar até 30 de abril de 2023, e dará como incentivo remuneração equivalente a três anos de plano de saúde e um ano de auxílio alimentação, além de uma indenização de nove salários e dos valores referentes à demissão sem justa causa.
O período de adesão será entre 1 e 18 de novembro deste ano e os desligamentos ocorrerão, em turmas escalonadas, entre dezembro deste ano e abril de 2023.
A empresa não disse qual é a sua expectativa de adesão para o programa, mas informou que há 2.312 funcionários elegíveis. O plano será implantado nas empresas Eletrobras CGT Eletrosul, Chesf, Eletronorte, Furnas e na própria holding.
Apesar do custo de R$ 1 bilhão, a Eletrobras disse que espera recuperar esse dinheiro em um período de 11,2 meses, uma vez que a diminuição do quadro de funcionários vai proporcionar uma menor despesa com pessoal.
Trata-se do primeiro PDV da companhia desde o processo de capitalização, que diminuiu a participação da União na companhia, com uma nova oferta de ações ao mercado, em junho deste ano.
O programa de demissão voluntária é um compromisso presente na proposta do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2022/2024 e inclui o oferecimento de condições superiores às ofertadas na última versão do programa, lançado pela empresa em 2019.