A Oi (OIBR3) anunciou, na noite de terça-feira (26), o segundo adiamento da divulgação do balanço do quarto trimestre de 2021. A data prevista anteriormente, de 27 de abril, passou para 4 de maio, “de modo a garantir a divulgação de informações precisas, consistentes e completas aos acionistas e ao mercado”, segundo o fato relevante.
A justificativa, de acordo com a companhia, é a mesma apresentada no primeiro adiamento, em 25 de março: a complexidade da segregação dos ativos da UPI Ativos Móveis, inclusive da elaboração de suas demonstrações financeiras; a necessidade de obtenção de pareceres de auditores independentes para essas demonstrações; e os impactos da venda da UPI Ativos Móveis da venda do controle da UPI InfraCo no processo de elaboração das demonstrações financeiras da companhia.
Antes dos adiamentos, a divulgação do balanço do quarto trimestre estava prevista para 29 de março.
Em janeiro e fevereiro, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovaram a venda da UPI Ativos Móveis pela Oi, o que permitiu a continuidade da segregação dos ativos para as três SPEs que integram a UPI, movimento necessário para concluir sua venda.
Depois, em abril de 2022, a companhia concluiu a venda da UPI Ativos Móveis para a Tim (TIMS3), a Telefônica Brasil (VIVT3) e a Claro, um passo de seu plano de recuperação judicial.
Em outubro de 2021, o Cade aprovou a venda do controle da UPI InfraCo – transação que ainda precisa ser aprovada pela Anatel.
Devido ao adiamento, a companhia divulgou, em 25 de março, números preliminares. Nestes, a receita líquida do quarto trimestre de 2021 seria de R$ 4,525 bilhões, contra R$ 4,72 bilhões no mesmo período do ano anterior. Para a o Ebitda de rotina, a prévia indica R$ 1,484 bilhão (ante R$ 1,46 bilhão nos últimos três meses de 2002), e para o caixa, R$ 3,288 bilhões (contra R$ 4,554 bilhões, na mesma base de comparação).