A operadora de viagens CVC divulgou na terça-feira (15) que registrou prejuízo de R$ 145,8 milhões no quarto trimestre de 2021, ante lucro no mesmo período de 2020. O resultado negativo veio a despeito de a receita ter praticamente dobrado na mesma base de comparação, para R$ 314 milhões.
Segundo a CVC, o prejuízo do quarto trimestre foi motivado por despesas pontuais e que não devem se repetir nos próximos períodos – entre eles um gasto de R$ 55,5 milhões com consultoria e serviços – e por impactos negativos de depreciação e amortização mais intensos que no quarto trimestre de 2020.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado para excluir estes efeitos pontuais somou R$ 8,9 bilhões no quarto trimestre de 2021, após ter ficado negativo em R$ 112,6 milhões um ano antes.
A CVC destacou no balanço a melhora no ambiente para negócios, com aumento das reservas confirmadas – indicador que mostra o desempenho das vendas da companhia. No quarto trimestre do ano passado, houve aumento de 63,9% em comparação com o mesmo período de 2020, apesar de uma desaceleração na segunda quinzena de dezembro pelos efeitos associados ao avanço da Ômicron, nova variante da Covid-19.
A empresa também foi afetada – em particular na operação brasileira – por um ataque cibernético que afetou a realização de novas reservas na primeira quinzena de outubro do ano passado.
As reservas consumidas, que são a base da receita líquida da CVC, praticamente dobraram no quarto trimestre em relação a igual período de 2020, para R$ 3,4 bilhões.

Por volta das 10h30 (de Brasília) as ações da CVC eram negociadas a R$ 10,62, em alta de 5,15%. A maior parte dos analistas consultados pela Refinitiv recomendava manter as ações.