Em um pregão no qual o Ibovespa derrete mais de 3%, à espera da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) na Câmara e no aguardo da decisão de política monetária americana, as ações ligadas ao minério de ferro recuam com intensidade neste início de semana, repercutindo incertezas quanto à reabertura econômica na China.
Isso porque o aumento no volume de casos da Covid-19 nos últimos dias coloca em risco o processo de reabertura econômica do gigante asiático.
Dentre as mineradoras, por volta de 11h30, a Vale (VALE3) caía 3,10% e CSN Mineração (CMIN3) perdia 6,39%. No caso das siderúrgicas, CSN (CSNA3) tinha queda de 5,47%, Usiminas (USIM5) recuava 5,12% e Gerdau (GGBR4) se desvalorizava 2,22%.
E essa dúvida bate diretamente na cotação da commodity. Na bolsa de Dalian, o preço do minério de ferro negociado teve baixa de 0,80%, cotado a US$ 115,10 por tonelada.
Reabertura ou fechamento
Após um período de duras restrições à mobilidade para combater a disseminação da Covid-19, a China anunciou recentemente medidas para estimular o setor de construção, o que acabou impulsionando o preço do minério de ferro, já que a commodity é muito dependente desse setor no país asiático.
Com isso, nos últimos 30 dias, por exemplo, o preço da commodity teve um avanço de 20%, passando de US$ 91 para o preço atual, acima de US$ 115 por tonelada.
Na semana passada, a China divulgou dados de inflação ao produtor (PPI) e consumidor (CPI) de novembro, com resultados que ficaram em linha com as expectativas. O CPI desacelerou de 2,3%, em outubro, para 1,6% no mês passado, enquanto o PPI apresentou queda 1,3% em novembro, o mesmo ritmo de outubro.
Mesmo sem surpresas, os indicadores em linha foram suficientes para impulsionar o preço do minério de ferro negociado em Dalian, que encerrou a semana cotado acima de US$ 117 por tonelada.
Agora, porém, esse novo aumento no número de infectados pela doença coloca em dúvida se de fato a China vai promover a reabertura do país como prometido.