A Cosan, empresa que atua com produção e distribuição de combustíveis, energia, lubrificante e gás, teve um lucro líquido de R$ 510,2 milhões no primeiro trimestre do ano, uma queda de 38,4% ante o mesmo intervalo do ano anterior.
O lucro líquido ajustado, que exclui efeitos pontuais sobre os resultados, diminuiu 69,1% na mesma base de comparação, para R$ 236,1 milhões.
De acordo com a companhia, o recuo no lucro foi causado por despesas financeiras maiores em todos os
negócios, seguindo o aumento da taxa de juros.
As despesas de vendas, gerais e administrativas da Cosan também aumentaram, em 38,3%, para R$ 1,48 bilhão, montante equivalente a 50% do lucro bruto de R$ 2,96 bilhões.
A receita operacional líquida totalizou R$ 34,7 bilhões no primeiro trimestre, um aumento de 54,2% na comparação com os meses de janeiro a março de 2021.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 2,7 bilhão, aumento de 4,8% na mesma base comparativa.
No trimestre, a Raízen, maior braço da empresa, moeu 200 mil de toneladas de cana, queda de 75% na comparação com o mesmo período do ano passado. A Raízen fechou o primeiro trimestre, período que encerra o ano safra de 2021/2022, com um Ebitda ajustado de R$ 1,8 bilhão, valor 30,1% menor que no mesmo intervalo de 2021.
Segundo a Cosan, o resultado é reflexo principalmente do menor volume vendido de renováveis e açúcar, mas no ano-safra completo a empresa teve números recorde, “ancorados pelos melhores preços capturados em Renováveis & Açúcar e pelo aumento expressivo dos volumes vendidos de combustíveis”, destacou o presidente da Cosan, Luis Henrique Guimarães, no documento com o balanço.