Copa do Mundo pode afetar empresas de saúde, como Hapvida (HAPV3)? BTG Pactual acha que sim

No torneio do setor de saúde, operadoras de planos devem sair ganhando, diz o banco

Foto: Shutterstock

A Copa do Mundo deste ano, que diferentemente de outras edições irá acontecer em novembro e dezembro, deve impactar o setor de saúde. E, neste torneio, os hospitais e laboratórios devem sair perdendo, enquanto as operadoras de planos de saúde tem chance de vitória, de acordo com o BTG Pactual.

Os efeitos da Copa, segundo Samuel Alves, Yan Cesquim e Pedro Lima, analistas do BTG, se devem principalmente à importância que os brasileiros dão ao torneio. “Durante a Copa do Mundo, os jogos do Brasil normalmente são ‘pseudoferiados’, então tendem a desacelerar a atividade de alguns negócios”, afirmam, em relatório distribuído nesta quarta-feira (14).

E, neste ano, ao menos três jogos do Brasil ocorrerão em dias úteis. Caso a seleção se classifique para a fase eliminatória na primeira posição de seu grupo, todos os demais jogos ocorrerão entre segunda e sexta-feira.

Dentro do setor de saúde, quem mais deve sofrer com isso, na análise do BTG, são as operadoras de hospitais e laboratórios, como Rede D’Or (RDOR3), Fleury (FLRY3), Mater Dei (MATD3), Dasa (DASA3) e Kora Saúde (KRSA3).

Como os dias de jogos são tratados quase como feriados, as pessoas tendem a adiar procedimentos e exames, prejudicando a frequência dos clientes destas companhias, explicam os analistas. Vale ressaltar que o quarto trimestre já tende a ser mais fraco para hospitais e laboratórios.

O BTG relembra que, em seus relatórios de resultados do segundo trimestre de 2014 e 2018 e do terceiro trimestre de 2018, que foram marcados por Copas do Mundo, o Fleury mencionou que o evento teve impacto sobre as frequências.

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Do outro lado, as operadoras de planos de saúde, como Hapvida (HAPV3) e Odontoprev (ODPV3), podem sair ganhando, pois a redução na realização de procedimentos eletivos e exames diminui a sinistralidade destas empresas.

De acordo com o banco, Bradesco Saúde (BBDC4), Porto (PSSA3) e Odontoprev anotaram reduções na sinistralidade nos trimestres em que a Copa ocorreu em 2014 e 2018.

O BTG ressalta também que a venda de planos de saúde registrou desaceleração em edições anteriores da Copa – mas em uma menor extensão do que a queda na sinistralidade, de modo que o balanço para estas companhias é positivo.

Finalmente, o banco aponta que, diferentemente das edições anteriores, quando o torneio ocorria em junho e julho e, assim, seus efeitos se dividiam entre o segundo e o terceiro trimestre, a Copa do Mundo deste ano correrá em novembro e dezembro – ou seja, seu impacto será concentrado no quarto trimestre.

“A conclusão é clara: as operadoras de planos de saúde devem ter performance superior à das prestadoras de serviços”, concluem os analistas.

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